quinta-feira, 25 de junho de 2026
São João da Bahia contabiliza 45 presos por Reconhecimento Facial
A Operação São João 2026 contabiliza 45 foragidos da Justiça alcançados pelo Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública e redução dos acidentes nas rodovias estaduais. O balanço parcial foi encerrado na madrugada desta quinta-feira (25).
O emprego das novas Plataformas de Observação Elevadas (POEs) garantiu a ampliação da cobertura de câmeras. Os 13 novos veículos, que possuem nove câmeras embarcadas, auxiliaram na captura de criminosos em 24 municípios da Bahia.
Os procurados foram presos nas cidades de Amargosa, Barra, Camaçari, Campo Formoso, Cardeal da Silva, Castro Alves, Conceição do Jacuípe, Gandu, Glória, Itaberaba, Itapé, Itororó, Jandaíra, Jequié, Laje, Mata de São João, Salvador, Santo Antônio de Jesus, Santo Estêvão, São Domingos, Senhor do Bonfim, Serrolândia, Teofilândia e Vitória da Conquista.
Os foragidos respondem a processos por homicídio, estupro, receptação, tráfico de drogas, furto, porte ilegal de arma de fogo e dívida de pensão alimentícia.
“Agradeço aos policiais, peritos e bombeiros, além dos servidores da SSP pela total dedicação na Operação São João 2026. A redução da criminalidade nos festejos tem relação direta com o trabalho dos nossos guerreiros e guerreiras”, destacou o secretário Marcelo Werner.
Acrescentou ainda que 27 mil profissionais seguem intensificando as ações em todo o estado. “Seguimos com a Operação São João até o dia 30 de junho, nos eventos de São Pedro”, completou Werner.
Segurança nas estradas
Ao longo do período do São João, equipes do BPRv registraram uma queda de 50% nos números de acidentes sem vítima. No período, blitz itinerantes, verificações de documentos, testes de bafômetros e inspeções veiculares foram realizadas nas estradas de maneira constante pelos policiais.
De acordo com o comandante da unidade, tenente-coronel Fabrício de Oliveira, a unidade ainda registrou um aumento de 75% nos flagrantes e de 33% na recuperação dos veículos com restrição de furto ou roubo, em comparação ao mesmo período do ano passado.
“Faço um destaque para a cidade de Irecê e região, localidade que recebeu o maior número de baianos e turistas no interior. Por lá registramos uma redução de 100% nos sinistros nas estradas”, detalhou.
Jequié irá sediar a 101ª Assembleia da Convenção Batista Baiana
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| Evento anual é a maior reunião de igrejas batistas no Estado |
Pela sétima vez, Jequié, conhecida como Cidade Sol, irá sediar o maior evento dos batistas na Bahia. Entre os dias 08 e 10 de julho de 2026, será realizada a 101ª Assembleia da Convenção Batista Baiana, no templo da centenária Primeira Igreja Batista de Jequié. Centenas de representantes de igrejas batistas baianas são esperados para o evento, que ocorre uma vez por ano. A cidade já recebeu assembleias da Convenção em 1928, 1951, 1968, 1975, 1979 e 2004.
A Assembleia é a principal reunião dos batistas baianos e representa o encontro dos integrantes da Convenção – membros das igrejas batistas filiadas e espalhadas pelas regiões do Estado – como também momento de apresentação das atividades anuais da Convenção Batista Baiana (CBBA) e de suas instituições – desde o Colégio Batista Taylor-Egídio em Jaguaquara e o Seminário Teológico Batista do Nordeste, em Feira de Santana – até organizações voltadas para mulheres, homens, educadores cristãos, músicos, diáconos, pastores, esposas de pastores e jovens.
A 101ª Assembleia da CBBA será antecedida pelos eventos das organizações auxiliares nos dias 07 e 08 de julho (nesse último, apenas nos turnos da tarde), nas seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Jequié, Igreja Batista Hosana, Igreja Batista do Jequiezinho, Igreja Batista Manancial, Igreja Batista Maranata e Igreja Batista Sião. Esses locais irão receber os seguintes órgãos: Associação dos Diáconos Batistas do Campo Baiano, Associação das Esposas de Pastores Batistas da Bahia, Associação dos Músicos Batistas da Bahia, Juventude Batista Baiana, Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil – Seção Baiana, Ordem dos Pastores Batista do Brasil – Seção Bahia, União Feminina Missionária Batista da Bahia e União Missionária de Homens Batistas da Bahia.
PROGRAMAÇÃO – A abertura da 101ª Assembleia da CBBA será na quarta-feira, 08 de julho, a partir das 19 horas, tendo como orador o Pr. Eber Mesquita (Salvador/BA). As manhãs de 09 e 10 de julho contarão com cultos inspirativos, com mensagens do Pr. Diogo Carvalho (RJ) e do Pr. Judiclay Santos (RJ).
As tardes de 09 e 10 de julho serão dedicadas às reuniões deliberativas, para apresentação de relatórios de atividades e prestação de contas da Convenção e de seus órgãos. Na noite da quinta-feira, 09 de julho, haverá um grande culto missionário, tendo como orador o Pr. Gilvan Barbosa (PI). A Noite da Juventude e Encerramento da 101ª Assembleia será no dia 10 de julho. A programação da Assembleia terá a participação de musical do Pr. Armando Filho. Nessa reunião, será eleita a nova diretoria da CBBA para o biênio 2026-2028.
As crianças também contam com uma programação especial: nos dias 09 e 10 de julho, nos turnos da manhã e tarde, serão realizado o Congresso Infantil, abrangendo a faixa etária de 04 a 11 anos. O evento terá como base o tema Cada Criança Batista, um Discípulo em Missão.
Para participar do evento, é necessário realizar a inscrição através deste link: www.bit.ly/101assembleiacbba.
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101ª Assembleia da Convenção Batista Baiana
Data: 08 a 10 de julho de 2026
Local: Primeira Igreja Batista de Jequié. Rua Dom Pedro II, 148 - Centro, Jequié - BA
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São João é para ajuntar
Para mim, São João nunca foi apenas uma festa. É mesa cheia, comida típica, família reunida e casa aberta. É primo que chega de longe, criança correndo pelo quintal, avó feliz com a casa movimentada e até o caramelo acompanhando tudo como se soubesse que aqueles dias são especiais.
Talvez por isso eu estranhe quando tentam transformar essa celebração em algo que ela nunca foi.
São João nasceu para aproximar. Para misturar gente. Para fazer quem mora aqui encontrar quem voltou. Para criar encontros. Quando a festa começa a levantar muros, ainda que simbólicos, ela perde um pouco daquilo que a torna tão bonita.
Nem toda novidade combina com toda tradição. Algumas coisas podem funcionar em outros lugares, em outros eventos. Mas o São João tem sua própria alma. Sua força sempre esteve na simplicidade, na convivência e no sentimento de pertencimento.
Quem cresceu vivendo essa festa sabe que sua maior riqueza nunca esteve em áreas exclusivas, mas na alegria compartilhada.
Tomara que a gente nunca esqueça disso.
Porque, no fim das contas, São João é família, memória e encontro. E festa boa é aquela em que todo mundo cabe.
Tragédia em Maracás: Três adultos morrem após naufrágio em barragem na zona rural
Uma tarde de lazer familiar transformou-se em tragédia nesta quarta-feira (24) na Barragem da Lagoa do Barro, localizada na região de Capivaras, zona rural de Maracás, no Vale do Jiquiriçá. O naufrágio de uma embarcação de pequeno porte resultou na morte de três adultos da mesma família — dois homens e uma mulher. O incidente ocorreu por motivos ainda desconhecidos enquanto o grupo realizava um passeio pelo reservatório, gerando profunda comoção entre os moradores da localidade.
O drama familiar se intensificou quando uma criança caiu na água, motivando uma tentativa desesperada de resgate por parte dos parentes. No esforço de salvar o menor, três adultos acabaram submergindo. A criança foi retirada da água com vida e imediatamente encaminhada ao Hospital Municipal Álvaro Bezerra, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Uma das mulheres do grupo chegou a sair da barragem por conta própria, mas infelizmente não resistiu e faleceu ainda às margens do reservatório.
Os outros dois desaparecidos, identificados preliminarmente como os irmãos Dinho e Cleidinho, sumiram nas águas logo após o naufrágio. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e confirmou o óbito da primeira vítima, enquanto as buscas pelos corpos dos irmãos foram programadas para serem retomadas na manhã desta quinta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil assumiu o caso e abrirá um inquérito para investigar a dinâmica e as circunstâncias do acidente.
Dia Nacional do Diabetes vai além da prevenção e do diagnóstico
Celebrado em 26 de junho, o Dia Nacional do Diabetes vai além da prevenção e do diagnóstico. Para Hanna Andrade Amorim, professora da Afya Salvador e endocrinologista, a data abre espaço para escolhas alimentares simples, acessíveis, regionais e que contribuem para o controle glicêmico, sem exigir dietas mirabolantes ou fora da realidade econômica e cultural dos baianos.
“É totalmente possível controlar a glicemia sem abrir mão da culinária nordestina, desde que exista equilíbrio, planejamento e individualização alimentar. Alimentos tradicionais como feijão, aipim, cuscuz, inhame e frutas regionais podem fazer parte da rotina do paciente, respeitando quantidades, combinações e contexto da refeição. O mais importante é evitar excessos, priorizar alimentos in natura e associar carboidratos a fibras, proteínas e gorduras boas, o que ajuda a reduzir os picos glicêmicos. O tratamento do diabetes precisa ser sustentável e compatível com a cultura alimentar do paciente”, destaca.
Estima-se que, atualmente, no Brasil, 16,6 milhões de pessoas adultas vivem com diabetes. Desses, 1,2 milhão são baianos. O dado coloca o país, segundo o Atlas Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF 2025), na sexta posição do ranking mundial em número de casos.
O Ministério da Saúde também alerta que o percentual de adultos brasileiros com diabetes cresceu 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No entanto, aproximadamente 40% das pessoas desconhecem o próprio diagnóstico.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
CAMAROTE OCUPA METADE DA FRENTE DO PALCO NO SÃO JOÃO DE JEQUIÉ E GERA CRÍTICAS
A estrutura do São João 2026 de Jequié, realizado de 19 a 24 de junho na Praça da Bandeira, gerou insatisfação por causa da instalação de um camarote. Segundo ouvintes, uma área de 400m² na frente do palco foi isolada por gradil e seguranças, reservada a pessoas com maior poder aquisitivo. A medida deixou o público geral afastado da região frontal, tradicionalmente mais disputada durante os shows.
A Praça da Bandeira tem capacidade estimada segundo a Polícia Militar de cerca de 30 mil pessoas em dias de grandes atrações. A queixa de parte da população é de que uma festa financiada com recursos públicos esteja funcionando como evento particular. Há relatos de que o caso está sendo levado ao Ministério Público e ao governo federal, com receio de que a prática se repita nos próximos anos.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Por Israel Ferssant: Qual é a frequência que estamos escolhendo ouvir?
Vivemos em um tempo em que ser mulher ainda significa enfrentar riscos que jamais deveriam fazer parte da rotina de ninguém. Basta abrir os noticiários. Todos os dias, novas manchetes relatam casos de violência, abuso, assédio e feminicídio. Crimes que não acontecem por acaso, mas que são reflexo de uma cultura que, muitas vezes, continua tratando a mulher como objeto, como mercadoria ou como personagem secundária da própria história.
É justamente por isso que algumas escolhas feitas pelo poder público precisam ser debatidas.
Em Jequié, uma das atrações contratadas para os festejos juninos foi o cantor Victor, da dupla Victor & Leo. A contratação gerou debates e repercussão nas redes sociais e nos veículos de comunicação locais. Independentemente da opinião de cada um sobre o artista, a situação levanta uma pergunta importante: quais são os critérios utilizados para definir as atrações de uma das festas mais tradicionais do município?
O São João é, antes de tudo, uma manifestação cultural nordestina. É uma celebração construída sobre as bases do forró, das quadrilhas, das tradições populares e da identidade de um povo. Quando artistas sem relação direta com essa cultura ocupam espaço na programação, é natural que surjam questionamentos. Afinal, quem define o perfil da festa? O público? A tradição? Ou apenas a vontade da gestão de ocasião?
Mas a discussão vai além da música.
O que incomoda não é apenas quem sobe ao palco. O que incomoda é a mensagem que se transmite quando determinadas escolhas são feitas sem sensibilidade para questões que afetam diretamente a sociedade. Em uma cidade onde as mulheres ainda enfrentam desafios para ocupar espaços de poder, basta observar que, entre 19 vereadores, apenas duas são mulheres, é legítimo esperar que a administração pública demonstre maior cuidado com os símbolos que ajuda a promover.
Porque música não é apenas entretenimento. Música também é mensagem. É comportamento. É frequência.
E qual tem sido a frequência sintonizada para a nossa gente?
A frequência da valorização da cultura nordestina ou a da descaracterização dos nossos festejos?
A frequência da inclusão ou a da exclusividade?
Porque enquanto milhares enfrentam horas em pé no chamado "miolo do cão", os melhores espaços parecem reservados para poucos privilegiados, protegidos pelos camarotes, próximos ao palco, próximos ao poder e distantes da realidade da maioria que financia a festa com seus impostos.
O São João deveria ser a celebração do encontro. Mas, muitas vezes, acaba se transformando na vitrine da separação.
Há quem diga que isso é detalhe. Não é.
Os símbolos importam. As escolhas importam. As mensagens importam.
Quando uma gestão pública escolhe quem ocupa o palco principal de uma festa popular, ela também escolhe quais valores deseja amplificar. E essa talvez seja a reflexão mais importante de todas.
Porque festas acabam. Os shows terminam. As luzes se apagam.
Mas a frequência que uma sociedade escolhe ouvir continua ecoando muito depois que o último acorde silencia.
E se continuarmos normalizando decisões que ignoram a cultura local, desconsideram debates legítimos da sociedade e tratam a população apenas como espectadora de um espetáculo montado para poucos, a pergunta que fica é inevitável:
O que estaremos aplaudindo no próximo ano?


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