quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Coordenador de Povos de Terreiro da SEPROMI rebate fala de Pablo Marçal sobre religiões de matriz africana

A declaração do empresário e influenciador Pablo Marçal de que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai” provocou reação do coordenador executivo de Políticas para Povos de Terreiro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Estado da Bahia (SEPROMI), Tiago Henrique Batista.

Jornalista e Ogã, Tiago Henrique atua na SEPROMI na formulação e no acompanhamento de políticas públicas voltadas aos povos de terreiro. Para ele, as declarações de Marçal ultrapassam os limites de uma opinião ou provocação e reproduzem uma visão preconceituosa sobre as religiões de matriz africana.

Em entrevista publicada pelo jornal A Tarde, Marçal também afirmou que “todo macumbeiro é um derrotado na vida”, associando praticantes de religiões de matriz africana à inveja e à falta de prosperidade.

“Não se trata apenas de uma fala infeliz ou de uma provocação. Quando alguém transforma milhões de pessoas, suas crenças e suas tradições em sinônimo de fracasso, está reproduzindo uma lógica histórica de racismo religioso. É preciso chamar as coisas pelo nome”, afirmou Tiago Henrique.

O coordenador também questionou a comparação feita por Marçal entre a Bahia e Dubai. Segundo ele, a escolha do emirado como símbolo de prosperidade revela uma compreensão limitada sobre o que significa desenvolvimento e riqueza.

“A Bahia não precisa ser Dubai para ser grande. A nossa riqueza também está na nossa história, na nossa cultura, na nossa ancestralidade e na capacidade dos povos negros de preservar seus saberes, mesmo diante de séculos de escravização, perseguição e tentativa de apagamento”, destacou.

VANUZA DO CACAU: QUANDO UMA CANDIDATURA SE TORNA UMA CAUSA

Por Wilson Midlej*




Vanuza do Cacau ganha destaque em todo o interior da Bahia, recebe
menções em jornais da capital e amplia significativamente sua
presença nos meios de comunicação do estado. Sua ligação com
Ângelo Coronel e Sandro Régis fortalece ainda mais a causa que
representa. Vanuza está “voando” ...
O partido dela é o cacau
Num cenário político marcado por rótulos, disputas partidárias e
alianças de conveniência, Vanuza apresenta uma proposta quase fora
da curva: sua candidatura não nasce de uma preferência partidária,
mas de uma causa.
Ela própria costuma resumir essa posição numa frase: “O nosso
partido é o cacau.”
E isso, no atual ambiente político — ou mesmo em meio à festa da
indústria —, soa como uma espécie de rebeldia. Uma rebeldia
amplificada por um simbólico megafone: atitude corajosa e
determinada que, para o cacau é emblemática e pode ser muito
produtiva.
Vanuza defende o produtor rural, especialmente o pequeno produtor,
que sustenta boa parte da economia de dezenas de municípios, gera
emprego e renda, preserva o meio ambiente e mantém viva uma das
atividades agrícolas mais tradicionais da Bahia.
Estamos falando de um setor que reúne mais de 60 mil produtores e
impacta diretamente centenas de milhares de pessoas.
Não é pouca coisa. É uma cadeia econômica viva — e uma força
social que, apesar de sua importância histórica, nem sempre
encontrou representação política à altura.
Uma candidatura que legitima ações
Vanuza não surge como candidata de gabinete, nem como uma
aposta fabricada para uma eleição.
Sua candidatura é consequência de uma trajetória.
Ela chega apresentando trabalho, enfrentando velhos vícios e
trazendo história real, resultados comprovados, base social


construída e reconhecimento dentro de um dos setores mais
tradicionais da economia baiana.
E isso pesa. E contabiliza arrobas.
Sua candidatura a deputada federal nasce como continuidade de uma
luta que ela já trava há anos. A diferença é que, agora, essa luta
pode deixar de bater às portas do Congresso para passar a ter voz lá
dentro.
E há muito o que fazer:
Revitalizar a região cacaueira, reestruturando a Ceplac. Indiscutível
vetor de expansão, formação e tecnologia dos produtos cacau e
chocolate;
Combater o odioso deságio imposto ao produtor;
Previsão de safras;
Defender critérios racionais para a importação de cacau, protegendo
a produção nacional sem ignorar as necessidades do mercado;
Garantir teores dignos de cacau nos chocolates, valorizando o
produto verdadeiro e combatendo as falsas guloseimas vendidas
como chocolate;
Estimular o cooperativismo, fortalecendo os produtores na
comercialização do cacau e agregando valor por meio da produção de
chocolate.
Não são bandeiras inventadas para uma eleição. São questões que já
fazem parte da luta.
As perspectivas de vitória são enormes.
Vanuza reúne três elementos importantes para uma candidatura
competitiva: coerência de trajetória, representatividade e uma causa
concreta.
O grande desafio é transformar essa força social — e a enorme
visibilidade já conquistada — em força eleitoral.
Vanuza tem uma multidão de apoiadores bastante heterogênea. São
trabalhadores das roças, fazendeiros, produtores de cacau e de
chocolate, comerciantes... Pessoas de diferentes ideologias, crenças,
níveis econômicos e de escolaridade, que precisam estar unidas em


torno da mesma bandeira. É um trabalho delicado e, no mínimo,
desafiador.
Se conseguir fazer com que os produtores de cacau compreendam
que essa candidatura não pertence apenas a Vanuza, mas à própria
atividade que representam, poderá transformar uma cadeia produtiva
dispersa em um projeto político coletivo — capaz, inclusive, de se
ampliar em futuros embates municipais.
E esse projeto tem um horizonte ainda maior: contribuir para que o
cacau volte a ocupar o lugar de grande matriz econômica da região,
gerando riqueza, emprego e desenvolvimento, como fez durante
décadas.
Então, Vanuza poderá sair das lavouras rumo a Brasília levando
consigo não apenas uma bandeira, mas a voz de milhares de
trabalhadores que produziram riqueza para a Bahia e para o Brasil
sem contar, na mesma proporção, com representação própria no
Congresso.
Talvez esteja justamente aí o ponto mais forte dessa história:
Vanuza não precisa entrar na política para construir uma causa. A
causa veio primeiro.
A candidatura veio depois.
E o mandato, que virá, será consequência.
“Da força da terra, o poder do cacau.”

*Wilson Midlej é jornalista e coordenador da campanha de Vanuza Barroso.

Mudanças estratégicas reconfiguram o comando e a articulação na Câmara de Jequié

A Câmara Municipal de Jequié vivenciou uma importante reestruturação nas suas funções estratégicas com as recentes movimentações no Poder Legislativo. O vereador Gutinha foi anunciado como o novo líder da maioria, assumindo o posto após a ascensão do vereador Soldado Gilvan à Presidência da Casa. Paralelamente, o comando da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final também passou por transição: o vereador Helder da Agrorural assumiu a presidência do colegiado, ocupando a vaga deixada por Gilvan.

A chegada de Gutinha à liderança da bancada governista coloca o parlamentar no centro das negociações e da coordenação política da Casa. O novo líder terá como missão central alinhar o posicionamento dos vereadores de apoio ao governo, organizar as estratégias durante as votações em plenário e intermediar o diálogo entre a bancada e os demais parlamentares. Trata-se de uma função crucial para garantir a fluidez da pauta de votações e a construção de consensos em matérias de grande interesse para o município.

No campo da análise técnica e jurídica, a escolha de Helder da Agrorural para presidir a Comissão de Justiça fortalece o controle de legalidade sobre as propostas em tramitação. Considerada uma das comissões mais relevantes do Legislativo, cabe a ela examinar a constitucionalidade, a adequação jurídica e a regimentalidade de todos os projetos antes de seguirem para o plenário. Com essas nomeações, o Legislativo jequieense alinha articulação política e rigor técnico para dar andamento aos trabalhos da Casa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Giro pelo interior: Jerônimo acelera ritmo de agendas na Bahia de olho na reeleição

O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), desembarca na próxima sexta-feira (11) em Jequié, no Médio Rio das Contas, para liderar a caminhada "Time de Jero e Lula". O ato político está marcado para as 15h e deve reunir uma forte comitiva de lideranças locais, aliados e militantes do PT, consolidando mais um passo estratégico da base governista na região.

A parada em Jequié integra uma verdadeira maratona pelo interior baiano. Antes de chegar ao município, o gestor cumpre compromissos oficiais e articulações políticas em Valença, no litoral do estado, dando continuidade às movimentações intensas do último fim de semana, quando percorreu cidades do Vale do Jiquiriçá e encerrou a agenda com um grande comício em Jaguaquara.

Essas incursões regionais marcam o fortalecimento dos tabuleiros eleitorais na Bahia, em um momento de mobilização acirrada entre os grupos políticos. Ao marcar presença constante nos municípios, Jerônimo busca blindar suas bases regionais, afinar o tom com candidatos e partidos aliados e pavimentar o caminho na disputa ao Palácio de Ondina nestas eleições.

Tragédia na BR-116: Acidente na Curva do Abacaxi tira a vida de mãe e filha

 

Um grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (8) resultou na morte de duas mulheres no km 694 da BR-116, trecho conhecido como Curva do Abacaxi, próximo a Jequié. As vítimas fatais foram identificadas como a condutora Juliana Marinho Vieira, de 38 anos, e sua mãe, Marli Marinho, de 58 anos. Ambas eram naturais do município de Caraíbas e faleceram ainda no local devido ao forte impacto da colisão.

O veículo em que as duas viajavam, um Ford Focus de cor branca, trafegava de Jequié em direção a Manoel Vitorino quando colidiu frontalmente com uma carreta. Relatos de um caminhoneiro que presenciou a cena indicam que a motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o automóvel rodasse na pista antes de invadir a via contrária. As circunstâncias exatas e a dinâmica do sinistro ainda passarão por perícia das autoridades competentes.

A confirmação do falecimento das ocupantes gerou profunda comoção entre os moradores de Caraíbas, cidade onde mãe e filha eram bastante conhecidas e queridas. Assim que as notícias sobre a tragédia se espalharam pela região, familiares e amigos começaram a compartilhar dezenas de mensagens de pesar e apoio à família enlutada nas redes sociais.

Até o momento, os órgãos oficiais não divulgaram informações detalhadas sobre o estado de saúde do condutor da carreta ou a existência de outros feridos na ocorrência. A Polícia Rodoviária Federal e os serviços de resgate sinalizaram o trecho da rodovia para a remoção dos veículos e liberação do tráfego.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Aulas gratuitas de skate transformam vidas e revelam novos talentos na Pista Victor Stock

 

Há três anos, o ensino do skate tem se mostrado uma ferramenta muito mais profunda do que a simples prática do esporte. Além de manobras e equilíbrio, a iniciativa atua no desenvolvimento da disciplina, na criação de oportunidades, no fortalecimento de vínculos e na valorização do potencial de cada criança e jovem atendido. Com o objetivo de continuar promovendo o esporte e incentivando novas promessas regionais, o projeto mantém viva a missão de transformar realidades por meio do skate.

Para quem deseja iniciar na modalidade ou aperfeiçoar o seu nível, as matrículas para as aulas gratuitas já estão abertas. As atividades acontecem semanalmente, às segundas e quartas-feiras, na Pista de Skate Victor Stock. Os interessados em fazer parte da turma e obter mais informações sobre o projeto podem entrar em contato diretamente pelo telefone/WhatsApp (73) 9 8893-9834.

Falta de freios faz caçamba tombar e cair em ribanceira na BA-547 em Jequié

 


Uma caçamba que transportava paralelepípedos tombou por volta das 6h30 desta segunda-feira (7) na BA-547, no trecho conhecido como Sete Curvas, em Jequié, a caminho do distrito de Florestal. De acordo com informações atualizadas pela Polícia Rodoviária (CIPRv/3º Pel. Jequié), o acidente com o veículo VW 24.250 CNC foi provocado por uma falha no sistema de freios. Sem conseguir parar, o caminhão atravessou a pista e caiu em uma ribanceira no local.

O veículo era conduzido pelo motorista profissional Fabiano dos Santos Barreto, de 48 anos, morador da cidade de Milagres. Apesar da gravidade do impacto e do susto, o condutor saiu ileso e não apresentou ferimentos aparentes. O acidente deixou apenas danos materiais e assustou moradores e motoristas que trafegavam pelo trecho no momento do ocorrido.

Assim que foi notificado, o comando da CIPRv/Itabuna enviou uma guarnição do 3º Pelotão de Jequié para realizar o registro da ocorrência e ordenar o trânsito. A equipe policial adotou todas as providências necessárias na rodovia e informou que, após os trabalhos de remoção e reboque, o caminhão será encaminhado para o pátio.