segunda-feira, 30 de março de 2026

Bahia teve campos de concentração durante a segunda guerra mundial

 Boa tarde


Peço, se possível, publicar o artigo que segue.



Fico grato


Não era Auschwitz… mas também não era liberdade

Por Josalto Alves (*)

Ao lembrar os horrores da segunda guerra mundial, (1939-1945), conflito que ceifou as vidas de 85 milhões de pessoas (3% da população mundial na época), lamentamos as mortes de 6 milhões de judeus assassinados nos campos de contração nazista. Mas há fatos históricos ignorados pela maioria dos brasileiros e baianos. 

A Bahia também teve campos de concentração!

Importa esclarecer que não eram campos de extermínio como os nazistas. Eram campos de confinamento criados pelo governo de Getúlio Vargas para isolar alemães, italianos e japoneses, considerados inimigos. Eles sofreram restrição de liberdade, internamento compulsório, vigilância estatal e suspensão de direitos civis.

Registros históricos apontam que esses confinamentos ocorreram nas cidades de Caetité, Andaraí, Mucugê, Seabra e Maracás, sendo este o caso mais documentado.  

O objetivo era controle político e segurança durante a guerra, sob a vigilância do famigerado Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). 

No governo de Getúlio Vargas o Brasil adotou política autoritária com controle social. Com a entrada do País na Segunda Guerra Mundial, em 1942, após ataques de submarinos alemães a navios brasileiros no litoral nordestino, o governo intensificou a vigilância interna.

Alemães, italianos e japoneses, passaram a ser vistos como ameaças à segurança nacional e sofreram restrição de liberdade.

Em 1943 centenas de alemães foram levados para os campos de concentração, oriundos de Salvador e do litoral. Eram transportados de madrugada, sob escolta, e tratados como inimigos.   

Eram imigrantes alemães e descendentes. Alguns poucos realmente simpatizantes nazistas, mas a maioria era civis comuns.

Nesse cenário, cerca de 200 alemães foram enviados para Maracás, em 1943. Muitos deles já residiam no Brasil há anos, com famílias constituídas e integradas à sociedade brasileira.

Diferente da ideia clássica de campos de concentração, os estrangeiros não foram confinados em instalações cercadas ou isoladas fisicamente. Eles passaram a viver na própria cidade, distribuídos entre a zona urbana e áreas rurais, como a localidade conhecida como Boca do Mato.

Mas não podiam deixar a cidade sem autorização, eram obrigados a se apresentar regularmente às autoridades, enfrentavam limitações no acesso à informação, incluindo restrições ao uso de rádios, e podiam ser alvo de suspeitas ao falar sua língua de origem ou manter costumes culturais.

Mesmo assim, eles não estavam totalmente impedidos de trabalhar. Muitos contribuíram para o desenvolvimento de Maracás atuando no comércio, agricultura e serviços.

Relatos indicam que introduziram técnicas agrícolas e cultivos que influenciaram a economia da região, como o plantio de hortaliças, e participaram da construção de estruturas importantes, como escola e igreja.

A relação com a população local variou ao longo do tempo. Inicialmente marcada por desconfiança, evoluiu para convivência e até solidariedade.

Este artigo visa despertar o interesse pelo resgate dessa história, literalmente apagada da memória coletiva, não só para compreender o passado, mas também para refletir sobre o presente, especialmente em tempos em que o medo e a insegurança voltam a “justificar” medidas excepcionais.


 


(*) Josalto Alves

Governador Jerônimo Rodrigues leva pacote de obras e convênios a mais de 300 municípios e atende base do deputado Patrick Lopes


O governador Jerônimo Rodrigues anunciou e autorizou um pacote de entregas, convênios e obras para mais de 300 municípios da Bahia, em agenda institucional que contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e reforçou a parceria com o presidente Lula para ampliar investimentos no estado.

Entre os municípios representados pelo deputado estadual Patrick Lopes contemplados no pacote estão Barra do Rocha, Brejões, Ipiaú, Itagi, Jitaúna, Maracás, Marcionílio Souza, Mucugê, Nova Itarana, Planaltino, Teolândia, Ubatã e Valença, com ações voltadas a áreas como saúde, educação, infraestrutura, esporte e assistência social.

Patrick destacou o trabalho em conjunto com os prefeitos e a articulação com Jerônimo e Rui para garantir que as demandas dos municípios se transformem em resultados para a população.

Gutinha defende revitalização total da Praça Esportiva Waldomiro Borges Souza (Cururu)

Foi aprovado, pela Câmara Municipal, proposta de autoria do vereador Gutinha, no sentido de realizar a revitalização da Praça Esportiva Waldomiro Borges Souza, conhecida como Cururu, cujas instalações carecem de intervenções, além da colocação de equipamentos como uma academia ao ar livre.
Gutinha solicita ainda a substituição da iluminação atual por iluminação LED em toda a área, garantindo maior segurança e funcionalidade, além da reforma dos quiosques, vestiários e da sede da Associação de Moradores, adequando-os para melhor atender os esportistas e a comunidade em geral.
"A revitalização da Praça Esportiva Waldomiro Borges Souza visa atender a uma antiga demanda da comunidade local, que utiliza o espaço como ponto de lazer, convivência e prática esportiva", justifica Gutinha.



A Lotérica de Apuarema voltou a ser alvo da criminalidade e foi assaltada pela sexta vez

O mais recente episódio ocorreu na madrugada da última quarta-feira (23/03), por volta das 3h.

De acordo com informações apuradas, criminosos teriam desligado câmeras de vigilância de estabelecimentos vizinhos, numa tentativa de evitar a identificação. A Polícia Civil esteve no local, realizou a perícia técnica e informou que as investigações seguem em andamento.

Até o momento, nenhuma imagem das 48 câmeras de vigilância instaladas no município foi divulgada. Além disso, órgãos públicos de segurança, como a Guarda Municipal, a central de monitoramento e a gestão municipal ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso, o que tem gerado questionamentos na população.

Apesar da existência de estrutura como 48 câmeras de monitoramento e uma viatura destinada à Guarda Municipal, a sensação entre moradores e comerciantes é de insegurança e ausência de ações efetivas no enfrentamento à criminalidade.

Outro impacto direto do ocorrido é a interrupção dos serviços da lotérica, que atende centenas de beneficiários de programas sociais e a população em geral, especialmente em operações ligadas à Caixa Econômica Federal.

Diante de mais um episódio, a população cobra respostas e providências das autoridades competentes, sobretudo quanto à efetividade das políticas de segurança pública no município.

Aposta no Palácio de Ondina: Jequié perde o prefeito para a estratégia política de 2026

 



O anúncio de que Zé Cocá (PP) deixará o comando de Jequié para compor a chapa de ACM Neto (União Brasil) como vice-governador explicita como o tabuleiro eleitoral de 2026 sobrepõe os interesses do estado à continuidade da gestão municipal. Ao confirmar sua saída para a próxima quinta-feira (2), o prefeito interrompe um ciclo administrativo direto em nome de uma estratégia de poder da oposição, que visa usar sua pequena influência no interior baiano para fortalecer a musculatura política do grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador.

A movimentação, embora apresentada sob um verniz de "consenso" e "continuidade", transfere a responsabilidade da oitava maior economia da Bahia para o vice-prefeito em um momento de transição. Durante entrevista à Rádio Metrópole, Cocá tentou suavizar a ruptura administrativa demonstrando confiança em seu sucessor, mas o gesto não esconde o fato de que a prefeitura se tornou, na prática, um trampolim político para o projeto maior de retomar o controle do governo estadual.

Essa articulação consolida a tática da oposição de regionalizar a disputa, apostando no nome de Zé Cocá para angariar votos em redutos historicamente desafiadores. Ao sacrificar o mandato executivo local em prol de uma candidatura de vice, o grupo sinaliza que a prioridade imediata é a construção de alianças robustas para o pleito de 2026, restando saber se a população de Jequié sentirá o peso da vacância de quem liderou as urnas no município.

sexta-feira, 27 de março de 2026

POLÍTICA EM EVIDÊNCIA: AUSÊNCIA DO DEPUTADO HASSAN CHAMA ATENÇÃO EM JEQUIÉ


O ex-prefeito de Salvador se reuniu com o atual prefeito de Jequié, Zé Cocá, para um convite de vice-governador na chapa da oposição ao governador Jerônimo, em 2026. O encontro foi um convite simbólico do ACM Neto para a vice-governadoria do seu partido.

A ausência do deputado estadual Hassan Iossef no encontro chamou atenção, mas, segundo a assessoria do deputado, ele está em São Paulo realizando procedimentos médicos, e até este momento não retornou. 

O deputado promete emitir uma nota explicando os motivos da ausência na segunda-feira, o que deve esclarecer as dúvidas sobre a sua ausência no encontro político em Jequié.

Municípios da região da mina Santa Rita podem receber CFEM

A região da operação da Atlantic Nickel, que inclui cidades como Ipiaú, Barra do Rocha, Gongogi e Ubatã, poderá receber recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). O anúncio foi feito pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, durante visita à Mina Santa Rita, em Itagibá.

Atualmente, apenas Itagibá recebe os recursos da CFEM, mas a expectativa é que cidades vizinhas sejam beneficiadas com a ampliação. A nova etapa da operação subterrânea do empreendimento na Mina Santa Rita foi o motivo do anúncio, que gerou entusiasmo entre lideranças políticas da região.

Os prefeitos de Barra do Rocha (Dr. José Luiz) e Ubatã (Tinho do Vale) receberam a notícia com otimismo, destacando a importância para a economia local. Já o vereador Cláudio Nascimento, de Ipiaú, havia anunciado em 2025 que o município teria direito ao recebimento desses recursos.

Os gestores das cidades envolvidas estarão em reunião na CBPM para tratativas, visando investimentos em infraestrutura, saúde e educação. A expectativa é que os recursos da CFEM tragam melhorias significativas para a região.