“A justificativa de ACM Neto para sua consultoria milionária ao Banco Master e à Reag Investimentos virou chacota nacional”, diz o deputado estadual Marcelino Galo. Segundo ele, todo o mundo está torcendo o nariz para as explicações do ex-prefeito de Salvador à revelação do Coaf de que R$ 3,6 milhões lhe foram pagos pelas duas empresas envolvidas no maior escândalo financeiro do país.
“O jornalista Josias de Souza já disse que se trata de um ‘repasse mal cheiroso e mal explicado’. Afinal esta consultoria ajudou em que o Banco Master e a Reag, liquidados pelo Banco Central?”, questiona o líder do PT na Assembleia. Galo observa que o que se evidenciou foi o desespero de ACM Neto, todo apavorado, tentando se explicar na rede.
“Completamente perdido, ACM Neto chegou ao desplante de dizer que, quando fechou os contratos com notas fiscais e impostos pagos, o Banco Master e a Reag ‘estavam dentre as principais instituições financeiras do país’, comparando-as ao Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Bradesco. Segundo Neto, nenhuma suspeita pairava sobre elas. Ledo engano. A expansão meteórica do Master e Reag já preocupava o mercado e despertava a atenção do Banco Central”.
Para o deputado Marcelino Galo, permanece sem resposta a questão central sobre o pagamento milionário à suspeita consultoria de ACM Neto pelo Banco Master e a Reag. “Não se trata apenas de notas fiscais, impostos pagos ou contratos. A pergunta é por que um banco envolvido em um escândalo bilionário pagaria R$ 3,6 milhões por análises político-econômicas de um ex-prefeito baiano. O mérito precisa ser esclarecido”.

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