MPF visita mina de amianto no Município de Bom Jesus da Serra

A AVICAFE – Associação das Vítimas Contaminadas pelo Amianto e Famílias expostas, recebeu na manhã de ontem (07.mai.2018), o Dr. Roberto D’Oliveira Vieira – procurador do Ministério Público Federal (MPF), o tecnólogo em gestão ambiental Bruno Alberto Hass do SENAI de Santa Catarina e a  Engenheira ambiental e Coordenadora da cadeira no IFBA em Vitoria da Conquista,  a professora  Orleane  Brito.

O município de Bom Jesus da Serra , onde abrigou na década de 1930, a  primeira mina de amianto no Brasil,  vive hoje um dilema social com centenas de contaminados e uma população com cerca de 10.500 habitantes expostos, sem contar com o caos ambiental deixado pela mineradora SAMA, que continua colocando em risco a população do seu entorno. Para o MPF, na visão do procurador, que disse ter imaginado seria dantesco esse passivo ambiental, com milhões de toneladas de rejeito ao céu aberto, “esse local realmente precisa sofrer uma intervenção e ser fechada a visitação pública até a sua total recuperação.”

Para o tecnólogo Bruno, e a engenheira ambiental Orleane, o reparo ambiental é tão importante quanto a questão da saúde da população. Tratar dos doentes sem tratar o meio ambiente é tapear e não solucionar. Não podemos deixar desvincular as duas atenções, seria um erro pensar em tratamento da população sem o reparo ambiental.

Estavam presentes Ednaldo Meira(PMBJS), Romilda Oliveira secretário de Saúde, Everaldo Mendonça secretário de Meio Ambiente, Vanessa Carvalho de Oliveira  e estudante do IFBA, Selma Macedo e Roberta  Moreira, representando o grupo de mulheres do GT do Amianto, Esmeraldo Teixeira e Jânio Rocha representando a AVICAFE.

A SAMA está condenada em 31 milhões para reparos ambientais e sinalizações em todo o espaço degradado da Mina de São Félix, onde ela explorou durante 30 anos. Fonte Inácio Teixeira.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *