Sinterp sai na defesa de radialistas processados pela administração de Jequié

A lei da mordaça não vingou neste país e a imprensa pode criticar os administradores

O prefeito de Jequié que sempre utilizou as emissoras de rádios para propagar suas pretensões políticas, deixa membros de sua administração processar radialistas e jornalistas em Jequié.

A mais recente manifestação é assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Rádio, TV e Publicidade da Bahia (SINTERP/BA), que emite uma NOTA DE REPÚDIO AOS PROCESSOS SOFRIDOS POR RADIALISTAS DE JEQUIÉ, tornando público sua repulsa em relação “a atitude antidemocrática do prefeito de Jequié, Sérgio Suzart, que devido às cobranças e criticas sofrida por parte de profissionais da imprensa local, resolveu se vingar daqueles que um dia o serviram, processando três Radialistas e um Jornalista, por abordarem em seus horários da programação assuntos relativos a sua má administração”. Na Nota, o Sindicato enfatiza: “se a administração do prefeito não é satisfatória, é natural que a população que o elegeu faça reclamações e cobranças. Este é o papel dos comunicadores em geral: servir como porta vozes da população do município”.

E continua. “O que não cabe mais é, em pleno século XXI, diante de tantas conquistas e avanços para a modernização democrática, resgatar o coronelismo e a lei da mordaça, com o prefeito tentando amedrontar e calar a imprensa! A censura que havia na ditadura militar, quando prefeitos biônicos ditavam as regras nas cidades, respaldados por generais, já não existe há muito tempo. Hoje os habitantes de todos os lugares, inclusive os distantes das capitais, têm o direito e o dever de fiscalizar seus governantes.

A lei da mordaça não vingou neste país e a imprensa pode criticar os administradores das finanças de nossas cidades, pois a população paga impostos e é quem lhes sustenta. Portanto, eles devem ao povo uma boa gestão. E se não o fizerem precisam ser criticados para melhorarem seu desempenho. Isso é democracia e sem ela voltamos aos anos 64 a 85 quando isso era apenas um sonho”. Finaliza questionando: “Processo por criticar prefeito? Ora, francamente, se as grandes empresas de comunicação não criticam o mau trabalho de prefeituras, cabe aos comunicadores livres fazê-lo democraticamente! O Sinterp cita como vítimas os profissionais Márcio Lima, Marcos Cangussu, Ari Moura e Val Rodrigues.

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