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| Acessibilidade, restauro, segurança, atualização tecnológica e sustentabilidade são pilares do Teatro da Bahia |
O Teatro Castro Alves (TCA), que retoma seu funcionamento no dia 1º de julho, volta a integrar a lista de teatros mais importantes do país, dessa vez em um patamar mais elevado com estrutura que segue padrões internacionais e elementos que evidenciam, simultaneamente, modernização e preservação das características históricas do prédio.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 2014, como importante exemplar da arquitetura brasileira do século XX, a reforma do TCA foi pautada por cinco eixos: acessibilidade, restauro, segurança, atualização tecnológica e sustentabilidade.
Todos os eixos se relacionam com parâmetros técnicos de preservação e as intervenções feitas durante as obras foram vinculadas à obrigatoriedade de manter características arquitetônicas que fundamentaram a proteção histórica.
“A reforma e o restauro de patrimônios exigem a conciliação entre a preservação dos valores estéticos e históricos com a atualização funcional e tecnológica exigida nos dias de hoje. Além da memória que o espaço físico carrega, trabalhamos com grande respeito à carga simbólica de um equipamento referencial da arte e cultura brasileira”, explicou o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro.
“Entregaremos um teatro que pode ser considerado o mais moderno do Brasil, com muitos elementos novos, ao mesmo tempo que preserva a excelência que marca quase 60 anos de história”, acrescentou.
Neste sentido, as obras do TCA tiveram especial atenção com a memória e significado da edificação para a cultura nacional. Do ponto de vista da preservação do patrimônio, destacam-se ações que seguem parâmetros técnicos e princípios relacionados à preservação do patrimônio material.
Restauro das fachadas com superfícies em pastilha e em concreto aparente;
Restauração das poltronas da plateia da sala principal;
Restauração das superfícies de mármore do Foyer.
A sustentabilidade foi também um elemento diferencial da obra, que englobou um conjunto de práticas voltada a otimizar o uso de recursos. Todo o madeiramento retirado da sala principal foi guardado e, parte dele, reutilizado em diversos espaços do teatro com o melhor aproveitamento possível.
A captação de águas pluviais foi feita no edifício principal, com a finalidade de armazenar em reservatório para uso no sistema de limpeza em áreas externas e na manutenção dos jardins. Além disso, houve substituição da iluminação por lâmpadas de LED, que consomem menos energia que as lâmpadas convencionais.
“Ao combinar preservação histórica, inovação tecnológica, acessibilidade e sustentabilidade, o TCA reafirma sua vocação como espaço de excelência para a criação, formação e difusão das artes, preparado para dialogar com os desafios e as demandas do nosso tempo, sem abrir mão da identidade que o tornou um dos mais importantes símbolos da cultura brasileira. Trata-se da renovação de um patrimônio que atravessa gerações e ocupa um lugar central na memória afetiva, artística e cultural da Bahia e do Brasil”, explica Sara Prado, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
O TCA será reaberto com estrutura requalificada em funcionamento e seguirá até o final do ano em uma fase de operação teste, período tecnicamente chamado de "operação assistida". Em obras de equipamentos teatrais, sobretudo de grandes proporções como as do TCA, esta é uma etapa que compõe a sequência de eventos necessários ao pleno funcionamento do edifício. Nesta fase, são realizados ajustes técnicos e alinhamentos operacionais essenciais, que não impedem a realização de programação artística e das ações previstas após sua reabertura.
A volta do TCA é resultado do compromisso do Governo da Bahia e do governador Jerônimo Rodrigues com a preservação e modernização do mais importante equipamento cultural do Nordeste e Norte do Brasil.


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