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Produtores rurais de Roraima, tradicionalmente voltados ao cultivo de soja e milho, estão em Jequié para imergir em todas as etapas da cadeia produtiva do cacau. A comitiva é liderada pelo engenheiro florestal Joel Carlos Alípio, diretor da Fit Manejo Ltda., que destacou a indicação de parceiros e a reputação do município baiano — tanto na zona da mata quanto na Caatinga — como fatores decisivos para a visita técnica.
A ponte entre os estados contou com o apoio do ex-secretário de Agricultura de Jequié, Renildo Peixoto, e do jornalista Wilson Midlej, pai do produtor Wali Midlej, da Fazenda Babilônia em Itagibá, figura de destaque na cacauicultura regional. O grupo roraimense já conta com 10 mil pés de cacau plantados e clonados em viveiros, estruturando um experimento em 10 hectares que atualmente passa pelo preparo do solo para o plantio definitivo.
Durante a expedição de três dias, os agricultores buscam capacitação abrangente, que vai desde o manejo do solo e técnicas de cultivo até a pós-colheita, incluindo processos de secagem, uso de estufas e beneficiamento do amêndoa para produção de manteiga e chocolate. A programação prevê ainda visitas a propriedades de referência para conhecer derivados de alto valor agregado, como o cacau gourmet Arapuá.
Outro foco central da visita é o aprimoramento de sistemas agroflorestais e consórcios agrícolas adaptados ao Norte do país. Joel Olímpo explicou que estão sendo testados arranjos de cacau integrados a culturas como banana, açaí, café e mamão, contando com suporte técnico para identificar as melhores espécies destinadas à função de quebra-vento e sombreamento temporário e permanente.
A troca de experiências consolida Jequié como um polo de referência nacional na transferência de tecnologia para novas fronteiras agrícolas. A expectativa do grupo é aplicar o conhecimento adquirido na Bahia para consolidar a cacauicultura em Roraima, diversificando a matriz produtiva do estado com rigor técnico e sustentabilidade.
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