terça-feira, 9 de junho de 2026

Jequié celebra tradições e homenageia o músico Xaxado na Vila Junina 2026

 

A Vila Junina um projeto que deu certo. Na fotografia o saudoso Caxangá animando a quebra de pote Foto de arquivo: Zenilton Meira  

A programação oficial da Vila Junina 2026 já está definida, consolidando a Praça Rui Barbosa como o coração pulsante da cultura nordestina no município. Com início no dia 13 de junho, coincidindo com o dia do padroeiro Santo Antônio, o espaço será transformado em uma cidade cenográfica imersiva, completa com igrejas e casas típicas. A edição deste ano carrega um simbolismo especial ao homenagear o músico jequieense Osvaldo Nunes Pereira, o Xaxado, que ganhou projeção nacional ao integrar a equipe do mestre Luiz Gonzaga, reafirmando o papel fundamental dos talentos locais na construção da identidade musical do sertão.

A grade de atrações promete 12 dias de intensa movimentação, mesclando o autêntico forró com manifestações artísticas variadas. Além de shows de nomes como Sinho Ferrary, Cacau com Leite e Netinho do Forró, o público poderá acompanhar o Concurso de Quadrilhas, apresentações de corais, grupos de dança e teatro. Um diferencial desta edição é a integração do esporte à festividade, com a transmissão ao vivo de jogos da seleção brasileira em datas estratégicas, permitindo que os visitantes torçam pelo Brasil sem abandonar o clima de celebração junina e a rica gastronomia dos quiosques locais.

Sob a coordenação da Secretaria de Cultura e Turismo, a Vila Junina reafirma Jequié como um dos destinos mais representativos do São João baiano. As atividades seguem até o dia 24 de junho, oferecendo desde concursos de licor artesanal e música autoral até o tradicional "Aboio de Vaqueiro". Ao resgatar a memória de ícones como Xaxado e promover o encontro entre o clássico e o contemporâneo, a festividade fortalece o turismo e preserva as raízes culturais que fazem do evento um ponto de encontro obrigatório para famílias jequieenses e turistas.

Bahia Farm Show 2026 conta com reforço da Polícia Civil e monitoramento tecnológico

Estrutura operacional permanente foi instalada para atender visitantes, expositores e trabalhadores


A Polícia Civil da Bahia participou, na manhã desta segunda-feira (8), da cerimônia de abertura da Bahia Farm Show 2026, realizada em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A feira de tecnologia agrícola, acontece entre os dias 8 e 13 de junho, com a expectativa de receber mais de 160 mil visitantes ao longo dos seis dias de programação.

Com o objetivo de garantir a segurança de visitantes, expositores e trabalhadores, a Polícia Civil manterá uma estrutura operacional permanente dentro do complexo da feira durante todo o evento. No posto policial instalado no local, equipes de investigadores, policiais do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) estarão à disposição para prestar atendimento e atuar no em caso de necessidade. 

A programação de abertura teve início com uma missa solene, seguida da cerimônia oficial que reuniu autoridades estaduais, representantes do setor produtivo e a comunidade em geral. Entre os presentes estiveram o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Oeste Chapada), Rivaldo Luz, além de representantes da coordenação do evento e de entidades de produtores.

A atuação da Polícia Civil integra o esquema especial de segurança coordenado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A operação contará com cerca de 200 policiais e bombeiros, além do emprego de tecnologias de monitoramento e inteligência para reforçar a segurança do público durante o evento.

Entre os recursos tecnológicos empregados estão câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial, utilizadas para ampliar a capacidade de prevenção e resposta das forças de segurança. A operação também contará com plataformas elevadas de observação e rádios Tetra, que permitem o acompanhamento da movimentação do público em áreas de grande circulação.

Drones serão utilizados para auxiliar o monitoramento aéreo e ampliar a cobertura das equipes em campo. As imagens captadas pelos equipamentos contribuirão para o acompanhamento em tempo real, fortalecendo as ações de segurança ao longo dos seis dias de programação.

Mayane Sant’Ana / Ascom-PCBA

08.06.2026

Por Joilson Bergher. Jequié no chão, enquanto o desenvolvimento voa: desenvolvimento não pousa onde não há aeroporto


Segundo estimativas recentes do IBGE, Jequié possui uma população superior a 169 mil habitantes. Trata-se de uma das mais importantes cidades do interior da Bahia, polo regional de comércio, saúde, educação e serviços. Ainda assim, um gargalo histórico continua limitando seu potencial de crescimento: a ausência de um aeroporto regional plenamente estruturado e operacional.

Foi muito pertinente o debate promovido pelo jornalista Zinilton Meira e pelo comunicador Ricardo Brito, na Rádio Contas FM, ao levantarem uma questão fundamental: qual a importância de um aeroporto para Jequié?

A resposta é simples: desenvolvimento. Uma cidade que concentra hospitais, clínicas especializadas, universidades, concessionárias, centros comerciais e que atende dezenas de municípios da região não pode continuar isolada dos grandes fluxos de negócios, investimentos e turismo. Um aeroporto não é luxo; é infraestrutura estratégica.

A ausência de um aeroporto funcional tem consequências concretas. Empresas encontram mais dificuldades para se instalar na cidade, investidores tendem a buscar regiões com melhor conectividade, eventos de grande porte deixam de ser realizados, o turismo perde competitividade e pacientes que necessitam de tratamentos especializados ou deslocamentos urgentes enfrentam obstáculos adicionais. Além disso, profissionais, empresários, pesquisadores e visitantes precisam recorrer a aeroportos de outras cidades, aumentando custos, tempo de viagem e reduzindo a atratividade econômica de Jequié.

É preciso que a Câmara de Vereadores, os deputados estaduais e federais que afirmam representar Jequié, o setor empresarial, as entidades da sociedade civil e o Governo do Estado assumam suas responsabilidades. Não se trata de uma demanda partidária, mas de uma necessidade regional.

A pergunta que muitos fazem é inevitável: por que Jequié, com toda a sua importância econômica e social, continua sem uma solução definitiva para seu aeroporto, enquanto cidades vizinhas avançam em conectividade aérea e atração de investimentos?

Ninguém deseja estabelecer uma disputa com Vitória da Conquista, cidade irmã que possui um dos melhores aeroportos do país e que merece todos os investimentos recebidos. O que se reivindica é que Jequié também tenha condições adequadas para impulsionar sua própria economia e fortalecer sua capacidade de atender a população regional.

A solução passa pela união de esforços. É necessário apresentar um projeto técnico consistente, buscar recursos federais e estaduais, mobilizar a bancada parlamentar, envolver o setor produtivo e transformar a questão do aeroporto em prioridade permanente da agenda pública.

Jequié tem população, tem economia, tem capacidade empreendedora, tem vocação regional e tem gente trabalhadora. O que falta é vontade política coletiva para transformar essa demanda histórica em realidade.

Mais do que uma obra de infraestrutura, o aeroporto de Jequié é uma questão de compromisso político com o desenvolvimento regional. Chegou o momento de vereadores, deputados, lideranças empresariais e governos deixarem os discursos de lado e assumirem uma agenda concreta em defesa da cidade. Jequié não pode continuar assistindo ao avanço de outras regiões enquanto aguarda soluções que se arrastam há décadas. Quem pretende representar este povo precisa transformar essa pauta em prioridade permanente, articulando investimentos, cobrando resultados e construindo consensos.

O desenvolvimento não acontece por acaso; ele é fruto de decisão política, planejamento e compromisso com o futuro. Jequié já demonstrou sua importância econômica e social. Agora, precisa que suas lideranças estejam à altura dos desafios e das expectativas de sua população. O futuro de Jequié não pode continuar aguardando autorização para decolar.


_Joilson Bergher_

_Analista Crítico de Política e Sociedade_.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tinho aposta mais uma vez na narrativa da redução da tarifa da Embasa



Motivado pelo entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a competência dos municípios para legislar sobre a cobrança da tarifa de esgotamento sanitário, a Câmara Municipal de Jequié aprovou por unanimidade, na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 3 de junho de 2026, o Projeto de Lei de autoria do presidente da Casa, vereador Emanuel Campos Silva (Tinho), limitando a tarifa de esgotamento sanitário ao percentual máximo de 40% do valor da tarifa de abastecimento de água.

A decisão do STF foi determinante para a reapresentação da matéria ao Legislativo jequieense,conforme explicou o vereador Tinho. Ele citou o entendimento da Suprema Corte após o município de Feira de Santana obter êxito em ação judicial sobre o tema, em uma decisão já transitada em julgado, estabelecendo importante precedente jurídico para outras cidades brasileiras que enfrentavam questionamentos semelhantes.

A proposta aprovada em Jequié não é inédita. Em 2019, a Câmara já havia aprovado projeto com o mesmo objetivo, reduzindo a cobrança da tarifa de esgotamento sanitário de 80% para 40% do valor da conta de água. Na ocasião, a medida enfrentou forte resistência e acabou sendo questionada judicialmente, resultando na revogação da lei.

Ao justificar a reapresentação da matéria, o vereador Tinho destacou justamente a mudança no cenário jurídico nacional. Segundo ele, durante muitos anos as instâncias inferiores da Justiça vinham decidindo de forma contrária aos municípios, o que levou diversas iniciativas semelhantes a serem derrubadas judicialmente.

“Voltamos com este projeto porque houve uma mudança importante no entendimento jurídico sobre o tema. O município de Feira de Santana recorreu ao Supremo Tribunal Federal e obteve uma decisão favorável, já transitada em julgado. Esse precedente trouxe segurança jurídica para que possamos novamente discutir e aprovar esta matéria em defesa dos consumidores”, argumentou o parlamentar.

O projeto estabelece que a tarifa de esgotamento sanitário cobrada pela concessionária responsável pelos serviços públicos de saneamento básico não poderá ultrapassar 40% do valor da tarifa de abastecimento de água efetivamente faturada ao usuário.

O texto determina ainda que a cobrança deverá observar a efetiva prestação dos serviços de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequada dos esgotos sanitários, além dos princípios da modicidade tarifária e da proporcionalidade entre o valor cobrado e os serviços efetivamente disponibilizados à população.

O projeto segue agora para do Poder Executivo Municipal.

sábado, 6 de junho de 2026

”Para Cada Vida que Muda, Nasce uma Nova Bahia”: conceito une campanhas e traduz transformação do estado

 

Mais do que um slogan, “Para Cada Vida que Muda, Nasce uma Nova Bahia” é o conceito que conecta as diferentes frentes de comunicação do Governo do Estado, reunindo em uma mesma narrativa as campanhas institucionais, de entregas regionais, educação e saúde.

A proposta parte de uma ideia simples e poderosa: as grandes transformações de um estado começam na vida das pessoas. Cada estudante que encontra novas oportunidades por meio da educação, cada paciente atendido com mais qualidade na rede pública de saúde, cada família beneficiada por uma obra de infraestrutura ou por um serviço público mais eficiente representa uma mudança concreta que contribui para construir uma nova realidade para a Bahia.

Segundo o coordenador de Publicidade da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), Eduardo Bahia, o conceito foi construído justamente para dar unidade às diversas ações de governo e evidenciar seu impacto direto na vida da população.

“Mais do que comunicar entregas, queremos mostrar como cada ação do Governo do Estado gera transformações reais na vida das pessoas. Quando observamos essas mudanças em conjunto, percebemos que elas ajudam a construir uma nova Bahia, mais moderna, inclusiva e cheia de oportunidades”, afirma.

Por isso, as campanhas dialogam entre si e compartilham uma mesma visão de futuro. Na educação, o conceito ganha força ao mostrar como investimentos em escolas, tecnologia, qualificação profissional e permanência estudantil ampliam horizontes e criam novas perspectivas para os jovens baianos. 

Na saúde, evidencia os avanços na ampliação da rede de atendimento, na modernização de unidades e no fortalecimento dos serviços que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Já nas campanhas de entregas regionais, a mensagem se materializa por meio de obras, investimentos e ações que chegam aos municípios, promovendo desenvolvimento econômico, inclusão social e melhoria da infraestrutura. São iniciativas que transformam o cotidiano das pessoas e fortalecem o potencial de cada território.

A campanha institucional, por sua vez, reúne essas histórias e resultados em uma visão ampla de governo, demonstrando que as ações realizadas em diferentes áreas fazem parte de um mesmo projeto de desenvolvimento. Um projeto que busca reduzir desigualdades, ampliar oportunidades e preparar a Bahia para os desafios do presente e do futuro.

Para o secretário de Comunicação do Estado, Marcus Di Flora, a comunicação tem o papel de traduzir para a população o significado das políticas públicas e seus resultados concretos.

“Esse conceito permite conectar diferentes áreas de atuação do governo em torno de uma mesma mensagem: a de que cada investimento realizado tem como objetivo melhorar a vida das pessoas. É uma narrativa que expressa não apenas o que o governo faz, mas principalmente os impactos que essas ações produzem na vida dos baianos”, destaca.

Segundo Di Flora, ao colocar as pessoas no centro da narrativa, o conceito reforça que cada conquista individual tem reflexos coletivos. Quando uma vida muda, uma família avança. “Quando milhares de vidas mudam, uma nova Bahia nasce — mais moderna, mais inclusiva e com mais oportunidades para todos”.

EDITAL DE INTIMAÇÃO PARA TITULARES DE DIREITOS E CONFRONTANTES RECONHECIMENTO EXTRAJUDICIAL DE USUCAPIÃO

  


CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS E HIPOTECAS, TÍTULOS E DOCUMENTOS E CÍVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DA COMARCA DE JEQUIÉ - ESTADO DA BAHIA.

Praça Coronel João Borges, 01, Térreo– Centro– Jequié– Bahia CEP 45.200-140– Tel. (73) 3526-5305.

EDITAL DE INTIMAÇÃO PARA TITULARES DE DIREITOS E CONFRONTANTES RECONHECIMENTO EXTRAJUDICIAL DE USUCAPIÃO

 Através do presente edital torna-se público que tramita pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião no Registro de Imóveis e Hipotecas, Títulos e Documentos e Cível das Pessoas Jurídicas da Comarca de Jequié/BA, sob protocolo nº 101443, com os seguintes dados: REQUERENTE: LUIZ CARLOS SILVA CERQUEIRA,brasileira, maior, empresário, RG nº 0204378540 SSP/BA, CPF nº 182.323.615-49, casado 14/08/1996 sob o regime da comunhão parcial de bens com Isabel Guerra Cerqueira, brasileira, maior, empresária, 0439981316SSP/BA, CPF nº 890.156.145-04, ambos residentes e domiciliados na Rua professora Faraildes Santos, nº 46, bairro São José, nesta cidade de Jequié-Bahia. IMÓVEL USUCAPIENDO: Lote urbano, situado na Rua Imbui, bairro Amaralina, nesta cidade de Jequié-Bahia, identificado como lote 05 da quadra 03, integrante do Loteamento Jardim Amaralina, com área total de 250m², sem edificação, com inscrição imobiliária 0104074004001, tudo conforme mapa e memorial descritivo elaborado pelo Arquiteto Urbanista Carlos Alberto Vieira Gonçalves, Registro nº 000A62286, RRT: 13725216. MATRÍCULA/TRANSCRIÇÃO: 16.382, 2-AAJ. MODALIDADE DE USUCAPIÃO: Extraordinária. TEMPO DE POSSE: Há mais de 15 anos. Pelo presente edital, fica intimado ROZALVO CORREIA DE ALMEIDA, CPF: 043.570-515-68, para se manifestar em relação ao pedido de usucapião, apresentando impugnação escrita diretamente nesta serventia, com as razões da sua discordância, no prazo de 15 (quinze) dias corridos contados a partir da publicação deste, ficando advertido de que a não apresentação de impugnação no prazo previsto implicará anuência ao pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião. Maiores informações sobre o pedido feito podem ser obtidas neste Ofício Registral, noendereço constante do cabeçalho. Jequié/BA, 20 de maio de 2026. A Oficiala Substituta, SAMARA BENEVIDES DUQUE. 

Por Joilson Bergher. Mercantilização do São João: a resistência do forró legítimo diante da lógica do capital

Importante e pontual essa medida dessa promotora _Rita Tourinho_, e a recente decisão do sanfoneiro Flávio José de cancelar seus shows em cerca de 15 cidades da Bahia, motivada pela redução drástica de seus cachês, acende um alerta vermelho sobre os rumos da maior festa popular do Nordeste. 

O episódio, lamentado inclusive por promotores do Ministério Público da Bahia (MP-BA), expõe as entranhas de uma engrenagem econômica irracional que sufoca a cultura popular em nome do lucro e do espetáculo de massa. Flávio José não é apenas um músico; ele é a continuidade histórica e viva do forró de raiz. Sua obra dialoga diretamente com o legado de Luiz Gonzaga, do Velho Januário, de Marinês, de Clemilda, do Trio Nordestino, Edgar Mão Branca de Oswaldinho, Elino Julião, Lucy Alves, Waldônes, Domiguinhos, e tantos outros e outras do gênero forrozeiro.

Ele representa a identidade de um povo. No entanto, ao ser tragado por essa política de desvalorização, o artista se torna mais uma vítima da "Barretização" do São João baiano — um fenômeno que substitui as tradições comunitárias e os legítimos representantes da cultura nordestina por megaestruturas e megashows que cobram perto de R$ 1 milhão por apenas uma hora de apresentação.

Não faz qualquer sentido social, econômico ou cultural que os cofres públicos financiem cifras astronômicas para o grande complexo da indústria pop e sertaneja, enquanto os baluartes do forró tradicional são empurrados para a margem ou forçados a aceitar condições humilhantes. Essa lógica excludente concentra a renda na mão de poucos oligopólios do entretenimento e esvazia o sentido político e simbólico dos festejos juninos.

É urgente que os responsáveis por essas contratações e pela gestão pública venham a público não apenas para lamentar, mas para prestar contas e expor os critérios dessa disparidade. Diante do avanço predatório do capital sobre a cultura popular, a saída reside na conscientização e na ação coletiva. Cabe aos forrozeiros, aos artistas locais, aos trabalhadores da cultura e ao povo se organizarem. 

Se a festa perde sua essência para virar um balcão de negócios, o boicote ao São João mercantilizado surge como um instrumento legítimo de luta e pressão política. Seguiremos dançando o forró legítimo — com ou sem o São João oficial —, mas firmes na resistência contra a transformação da nossa história em mercadoria.

_Joilson Bergher._

_Professor/Analista Crítico de Política e Sociedade._