Loteamento Jardim Tropical: Davi e Golias em combate

Não é segredo para a comunidade jequieense, tampouco para as autoridades municipais de Jequié, que a pequena comunidade denominada de Jardim Tropical estava a incomodar muita gente, a uns mais que a outros, diga-se de passagem. Ninguém sabe o real motivo. Especula-se muito, mas, afirmar com certeza não vem ao caso, pelo penos agora.  Fato é que desde que se tornou prefeito interino quando nas brigas judiciais do governo de Tânia Britto, governo no qual o jovem prefeito Sérgio Suzarte fazia parte como Vice prefeito, naquela gangorra em que, quando um subia o outro descia, desde aí, o prefeito interino cismou que o galpão da referida comunidade pertencia à prefeitura, e ao tornar-se prefeito intensificou sua opinião.

Eis que o vice torna-se prefeito e uma das primeiras medidas foi arrombar o galpão da Associação dos Moradores, substituindo todas as chaves e cadeados. Vejam as caras de alegria do pessoal de Sérgio no dia do fico, digo do feito, não há sequer um único morador da comunidade, o que já causa grande estranheza.

Porém, apesar de tudo, ainda se acredita na justiça, na imparcialidade e na legalidade de um país livre e democrático, a presidente eleita, Helena-Mulher de coragem aciona a justiça, o ministério público que, em face da verdade e da lei comprovados documentalmente, determina que as chaves e cadeados deveriam ser devolvidos, ou, a comunidade estava respaldada juridicamente para tirar os cadeados da prefeitura e tomar posse daquilo que de fato lhes pertence.

Na corrida por encontrar um responsável da gestão Sérgio Suzarte para que recebesse a intimação e/ou a ordem de devolução, ninguém foi encontrado, desapareceram, foram abduzidos “povo santo” é assim… Nesse ínterim, eis que, quando a presidente e a comunidade chegam ao galpão, deparam –se com um enorme grupo de assessores e funcionários num corre-corre louco, carros, caminhões e até tratores. Numa atitude truculenta, arbitrária, ilegal, imoral e, pior, antidemocrática, todos os móveis, maquinários, objetos de escritório, de cozinha foram saqueados pela prefeitura. Não deixaram sequer as tampas dos interruptores das lâmpadas; de ventiladores a aparelho de ar condicionado foram todos jogados sobre caminhões. Para se ter idéia da truculência, as máquinas de costura industrial, presas ao chão do galpão, foram arrancadas por trator. Mas, nem tudo estava perdido, sobrou o telhado e as paredes.

Neste campeonato de imaturidade infantil e irracional, 2.800 pessoas ficaram sem os benefícios sociais oferecidos pela Associação em parceria com ONGs e Caixa Econômica. Políticos que se diziam defensores, padrinhos das ações social desenvolvidas no bairro, desapareceram. Com desculpas só vistas por seu Rolando Lero da escolinha do Professor Raimundo, o político influente correu de Helena mais do que o Diabo corre da cruz, escafedeu-se.

A despeito do poder, das amizades, do fulano que é amigo ou compadre do cicrano, a justiça determinou a reintegração de posse e a devolução de todo o material que foi retirado ilegalmente do galpão da Associação dos Moradores do Jardim Tropical e, agora é que são ela, o caus se estabelece: onde foram parar todo aquele material? Uns no Demap, uns doados, outros dados a “fieis depositários” e muitos sumidos…

Segundo o Blog do radialista Marcio Lima o impasse está parcialmente  resolvido, pois, ainda faltam pelo menos 12 equipamentos que não foram encontrados além, de alguns que foram danificados e, com razão, a comunidade se recusou a receber. A grande questão é: quem vai pagar a conta dos prejuízos à comunidade? Esse dinheiro sairá dos bolsos dos ingerentes ou dos cofres públicos, obrigando a população de Jequié a pagar por algo que não é da sua responsabilidade? Segundo informações a gestão deve comprar e entregar os itens faltantes num prazo de 10 dias. Conforme explicou a presidente da associação ao radialista, ao participar do programa 93 Agora na noite de quinta-feira. Helena, fez seu agradecimentos destacando o papel social da 93 FM na divulgação e acompanhamento do fato, a José Lientinho, muito empenhado na resolução da questão, ele que é ex-presidente da associação e sabe na pele o que é ser pressionado e, até ameaçado. Agradeceu também a Câmara de vereadores e a imprensa local.

Outras informações dão conta de que um funcionário (até então não identificado) desapareceu com parte dos equipamentos e deverá arcar com recursos próprios, ainda que tenha que dividir em diversas vezes no cartão de crédito. Entretanto, é bom que fique claro que a responsabilidade de entrega de todos móveis e equipamentos são de inteira responsabilidade da Prefeitura de Jequié.Helena, a presidente da associação diz que todos os políticos que quiserem trabalhar em prol da comunidade são bem vindos, afinal, eles são eleitos para trabalhar pelo povo, porém, deixa um recado claro para alguns desavisados: O povo do Jardim Tropical é livre e independente quanto as suas escolhas políticas, ninguém é obrigado a votar em quem quer que seja contra a sua vontade, o Jardim Tropical não é e nem se tornará curral eleitoral de ninguém; lá quem determina o voto é a consciência e a vontade própria de cada cidadão.

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