Trajetória política de Jequié: Desenvolvimento fazendo história

O Município de Jequié nas últimas oito décadas foi liderado pelas famílias Borges/Lomanto. Vários prefeitos tiveram apoios dessas famílias que, juntas ou separadas, comandaram politicamente as decisões finais do executivo municipal.
Em 1986, Luiz Amaral quebrou a hegemonia dessas famílias tornando-se prefeito pelo PMDB, sem o apoio das referidas famílias. Situação esta que fez as famílias buscarem um consenso para retomar o poder municipal, tirando a liderança do PMDB e de Luiz Amaral. Em decorrência disso, convocaram o ex-prefeito Lomanto Júnior, na época aposentado mas gozando de grande prestigio político, inclusive, corria um boato que se tornou uma espécie de sloga que dizia: “Lomanto entra nos gabinete em Brasília sem bater na porta”. Além do conhecido prestígio, havia o filho Leur Lomanto Junior, herdeiro político com mais de oito mandatos na Câmara dos Deputados. Unindo forças, a família Borges e autoridades políticas junto aos adversários de Luiz Amaral foram a Fazenda Floresta convidar o ex senador da república para retornar à política ativa concorrendo ao terceiro mandato para prefeito de Jequié.
Todavia, essas ações dependiam do aval de dona Ildete Lomanto (dona Detinha), que, apesar de não concordar com a ideia do retorno do seu esposo a política, mostrou-se abalada pelos apelos dos ”aliados”, além disso, ela nunca negou seu amor por Jequié. Esses fatos denominaram o dia do “sim”. Mensurando os prós e os contra de uma decisão tão grande, o velho Lomanto aceita o convite. Com o reforço do grupo, em 1992 Lomanto é eleito prefeito de Jequié mais uma vez.
Apesar da excelente gestão que Luiz Amaral fazia, o mesmo perdeu o poder na calada da noite para Lomanto Junior e todo o grupo liderado pelos Borges.
Decorridos os quatro anos de mandato de Lomanto, ele, assim como os Borges necessitavam de um nome à altura para darem continuidade a hegemonia que amabas as famílias possuíam. Surge então o nome de Roberto Britto, médico e postulante a uma cadeira no legislativo municipal, com oportunidade, segundo às referidas famílias, de pleitear o maior cargo político de Jequié, entre os observadores políticos e analistas políticos “um cavalo celado”, Roberto Britto é eleito prefeito de Jequié com apoio total dos Borges e Lomanto.
A idéia dos Borges/Lomanto para Roberto Britto era de um só mandato, os quatros anos de 1997 a 2000 era tempo suficiente para preparar outro nome para rezar na cartilha dos Borges/Lomanto.
Entretanto, o tiro saiu pela culatra, Roberto Britto pega gosto pelo poder municipal e pleiteia o segundo mandato, surge então as divergências, na briga pelo poder Roberto rompe com a família Lomanto. Os Borges mais uma vez tomam caminhos diferente, Cesar Borges chega ao topo do executivo baiano sagrando se governador da Bahia.
Roberto Britto segue a carreira política. Com o segundo mandato chega a presidência da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), e tem espaço para alçar grandes vôos. Caminhando independente e se tornando a terceira força política do Município de Jequié, Roberto Britto com seus métodos administrativos arrojados lança o nome de seu amigo e fiel escudeiro para prefeito de Jequié, Reinaldo Pinheiro, carismático, parceiro de longas jornadas tem a aceitação da população de Jequié. Conquistando caminhos ainda não trilhados ele é eleito prefeito de Jequié em 2005 com total apoio de Roberto Britto que, com a militância na UPB, pleiteia uma cadeira na Câmara dos Deputados, vaga esta de grande importância para a terceira força política genuinamente jequieense.
Foram oito anos como prefeito e 12 anos como deputado federal. Uma trajetória política que se ampliou para vários municípios. Em todos os 417 municípios da Bahia Roberto Britto conquistou votos para o cargo no legislativo federal.
O seu ponto de partida sempre foi Jequié, aqui Roberto Britto teve régua e compasso para chegar onde chegou na política. Resultados que tem incomodado muitas pessoas, principalmente os líderes políticos de Jequié e da Bahia.
Visionário, esplorando um cenário favorável para seus pleitos futuros, Roberto Britto tem duas ambições; a volta ao executivo municipal jequieense e uma cadeira na Assembléia Legislativa da Bahia. Ele acredita que como deputado estadual, criará situação favorável para o seu retorno como prefeito em 2020. Acredita que possa novamente administrar o município que ele colocou no cenário nacional como um dos mais pujantes dos últimos 20 anos, com geração de emprego e renda.
Com a experiência adquirida em Brasília ele acredita que tem competência suficiente para alavancar a economia municipal fazendo bom uso dos recursos federal e estadual, além dos impostos municipais que o município recebe.

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