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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Por Joilson Bergher. Santa Catarina como laboratório da desumanização humana e política!

Santa Catarina vem se consolidando, nos últimos anos, como um dos mais inquietantes laboratórios da extrema-direita no Brasil. Não se trata apenas de uma inclinação ideológica conservadora ou de disputas eleitorais comuns à democracia. O que se observa é a institucionalização de práticas e discursos que tensionam os limites da própria civilização democrática, resgatando mecanismos de controle, exclusão e violência simbólica que a história já havia condenado.

É sintomático que familiares diretos de um ex-presidente hoje condenado e preso por tentativa de golpe de Estado — articulada com setores militares de alta patente — tenham papel central nesse processo. O projeto político que emerge desse campo não se limita à retórica autoritária: ele se materializa em políticas públicas, escolhas administrativas e dispositivos legais que operam seletivamente sobre corpos e consciências.

Um exemplo emblemático dessa perversão institucional é a decisão de barrar ou enfraquecer o uso de câmeras corporais em policiais, justamente o instrumento que, em diversas democracias, se mostrou eficaz tanto para proteger o cidadão quanto o próprio agente público, garantindo transparência e reduzindo abusos. A justificativa implícita é clara: preservar o policial da responsabilização, mesmo quando há indícios de violência ou ilegalidade. Ao mesmo tempo, o mesmo Estado institui o uso de câmeras nos uniformes de professores, transformando o espaço pedagógico em ambiente de vigilância permanente. A inversão é brutal: o agente armado do Estado deve operar na opacidade; o educador, no escrutínio constante.

Essa lógica revela uma concepção profundamente distorcida de humanidade. O que se vigia não é o poder, mas o pensamento. O que se protege não é a vida, mas a força. Como nos alerta Achille Mbembe, em Necropolítica, o poder contemporâneo se define cada vez mais pela capacidade de decidir quem pode viver plenamente e quem deve viver sob ameaça, suspeita ou morte social. Em Santa Catarina, essa necropolítica se expressa menos pelo extermínio físico direto e mais pela normalização da exclusão, do medo e da humilhação cotidiana: pessoas barradas em rodoviárias, cidadãos tratados como suspeitos por sua aparência, origem ou opinião, e profissionais da educação submetidos a um regime de desconfiança estrutural.

Hannah Arendt, em Origens do

Mais 32 municípios brasileiros passam a contar, nesta última sexta-feira (30), com as carretas de saúde do programa


Agora Tem Especialistas, que ofertam para os pacientes do SUS atendimentos para prevenção de câncer de mama e do colo do útero, cirurgias de catarata e correções de visão, além de exames de imagem diagnósticos, essenciais para garantir o tratamento de doenças graves no tempo certo.

Nesta nova rodada de deslocamento, os estados de Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, São Paulo e Tocantins recebem as 47 unidades móveis de saúde especializada do governo federal, incluindo novas unidades que engrossam a ampliação da oferta.

Elas estão posicionadas em regiões de difícil acesso, alta demanda por assistência especializada ou cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios da região.

Na Bahia, a população de Eunápolis recebe, pela primeira vez, uma carreta do programa, especializada em oftalmologia. Anteriormente, essa unidade estava em  Teixeira de Freitas.

Já em Ribeira do Pombal e Barreiras, pacientes do SUS recebem, pela primeira vez, uma carreta especializada em saúde da mulher, unidades que já atenderam nos municípios de Juazeiro, Abaré, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso por 30 dias cada. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Long Form 2026 #4: Quarto homicídio de janeiro acontece no Residencial Mandacaru I


O registro do homicídio de um homem identificado como Vevei, ocorrido na tarde desta quinta-feira (29), marca a quarta morte violenta em Jequié no mês de janeiro de 2026. O crime aconteceu em uma praça pública no Residencial Mandacaru I, onde a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por dois indivíduos em uma motocicleta. A morte foi confirmada ainda no local do atentado.

Equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar realizaram o isolamento da área e efetuaram buscas na região, enquanto o corpo foi direcionado ao Instituto Médico Legal (IML). A investigação sobre a autoria e a motivação do assassinato está sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No fechamento deste matéria ficamos informados que foram presos dois suspeitos de ter praticado o crime.

2026 #3: Jovem de prenome Arlon morre no HGPV após ser baleado



O jovem Arlon faleceu nesta quarta-feira (28) no Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié, após ter sido alvo de disparos de arma de fogo na noite anterior. A tentativa de homicídio ocorreu no Residencial Segredo, localizado no bairro Curral Novo. Apesar do atendimento médico recebido após o ocorrido, o óbito foi confirmado no dia seguinte à internação.

O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de perícia técnica. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do crime, buscando identificar os responsáveis e a motivação do ato. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso, que segue sob investigação das autoridades locais.

Click na foto e veja vídeo sobre este assunto.

Um homicídio foi registrado na tarde deste domingo (18) no bairro Cidade Nova, em Jequié, Bahia. A vítima, que ainda não teve a identidade oficialmente revelada, morreu no local após ser atingida por diversos disparos de arma de fogo. A Polícia Militar isolou a área imediatamente para aguardar a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizou a perícia e a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal.

Até o momento, a autoria e a motivação do crime permanecem desconhecidas, gerando um clima de tensão entre os moradores da localidade. O caso passou para a responsabilidade da Polícia Civil, que iniciará as investigações por meio da coleta de depoimentos de testemunhas e da análise de possíveis imagens de câmeras de segurança na região para identificar os envolvidos.


Um homem de 29 anos, identificado como Danilo Pereira Mosquito, foi assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira (9), tornando-se a primeira vítima de homicídio do ano de 2026 no município de Jequié. Por volta das 2h25, criminosos encapuzados invadiram uma residência na Rua Miguel Gomes, na região conhecida como Caranguejo, e efetuaram diversos disparos contra a vítima. Após a execução, os suspeitos fugiram levando o aparelho celular de Danilo, e o SAMU, ao chegar ao local, pôde apenas constatar o óbito.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou o levantamento cadavérico e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Este crime marca o início das estatísticas de violência letal no município neste novo ano, e as autoridades ainda não possuem informações sobre a autoria ou a motivação do ataque. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis pela invasão e execução.


Estatísticas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – Jequié/BA

2023 02 de janeiro 142 —
2024 05 de janeiro 118 -16.9%
2025 01 de janeiro 105 (provisório) -11.0%
2026 09 de janeiro 01 (em andamento) —

De Jequié para as infâncias: Ana Paula Mira lança livro em nova coleção infantil da Editora Arpillera

 

“Cinco pedrinhas”, de Ana Paula, integra a Coleção Agulhinha junto a dois livros de autoras baianas produzidos artesanalmente.

Nascida em Jequié, Ana Paula Mira lança sua mais nova obra dedicada ao público infantil: Cinco pedrinhas, livro que faz parte da primeira coleção da Editora Arpillera dedicada às infâncias, a Coleção Agulhinha. Os outros títulos que a compõem são O vestido de poá lavanda”, de Márcia Mendes, e “Pão, chão, coração”, de Jacqueline Meire, livros que representam a costura delicada entre narrativas poéticas e o cuidado artesanal que caracteriza o catálogo da editora. Cada obra é um convite para que crianças e adultos explorem universos sensíveis, permeados por memória, sonho e a celebração do cotidiano. Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.


“Cinco pedrinhas” conta com ilustrações de Yuri Ferraz que, em conjunto com a narrativa de Ana Paula, transportam o leitor para uma casa contornada por um rio, onde a pequena Lete escuta os sons noturnos e sonha em encontrar uma sereia. No dia seguinte, entre pedras coloridas e castelos de areia, a menina mergulha em um diálogo imaginário com a figura lendária, enquanto sua mãe lhe ensina um jogo aprendido com a avó. A prosa poética e lúdica convida à reflexão sobre a passagem do tempo e o desaparecimento de certas tradições. Ana Paula compartilha que a obra surgiu de um pedido especial: “Uma amiga da minha filha me pediu um livro de pedrinhas. Estávamos na praia, era um encontro de despedida. Juntou com outra história de sereia e assim foi”.


Ana Paula Mira é escritora, poeta, ilustradora, atriz e enfermeira, com especialização em literatura infantil e Medicina Social. Possui quatro livros publicados para a infância e estuda cultura infantil, mitologia comparada e oralidades. Recebeu Menção Honrosa pela Revista Bula e UBE-Goiás em 2022 e é indicada ao Prêmio Loba 2025.


A Coleção Agulhinha

Jequié: Governador e Ministro assinam ordem de serviço para novo Campus da UFSB


Governador Jerônimo Rodrigues e o Ministro Rui Costa estarão em Jequié na próxima sexta-feira (30/01) para um ato importante. Eles assinarão a ordem de serviço para a construção do novo Campus da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na cidade, como parte do Novo PAC. O evento será às 14h na Praça em frente à antiga Escola Navarro de Brito, no KM 3, ao lado do 19º Batalhão da Polícia Militar.

A Coordenação de Articulação Social (COAS) da Secretaria de Relações Institucionais convida a todos para participar do ato. É um momento importante para Jequié e para a região, que ganha um reforço significativo na educação superior. Quem for participar, é recomendado chegar com 15 minutos de antecedência. Para mais informações, é possível entrar em contato com a COAS pelos números disponibilizados.

Por Joilson Bergher. Geografia do medo em Santa Catarina: entre o totalitarismo e a necropolítica.

Há lugares onde o mapa não serve para orientar, serve para avisar. Santa Catarina, às vezes, parece um desses territórios em que o chão não acolhe — vigia.

Na rodoviária, o corpo é suspeito antes do nome. Na pele escura, o crime já nasceu. No afeto dissidente, a culpa caminha de mãos dadas com o medo. O povo da rua não dorme: sobrevive num estado permanente de caça.

Como escreveu Hannah Arendt, o horror começa quando certos grupos deixam de ser vistos como plenamente humanos (Origens do Totalitarismo). Aqui, a desumanização não grita — ela sorri, legisla, normaliza.

Há também os cães. Cães mortos por prazer, por tédio, por ódio gratuito. Não é fome, não é defesa — é deleite. O gesto de matar o que não pode se explicar revela mais do que qualquer discurso político. Quem aprende a exterminar o indefeso não desaprende ao olhar para pessoas.

Achille Mbembe chamou isso de necropolítica: o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer — mesmo que lentamente, mesmo que simbolicamente (Necropolítica). Aqui, viver é concessão. Morrer é estatística.

Um governador que combate cotas num território de pobreza estrutural não governa o presente: administra heranças coloniais. A exclusão vira política pública, o silêncio vira método, o medo vira paisagem.

Este não é um estado apenas. É um aviso. Quando matar cães vira passatempo e perseguir gente vira rotina, o problema não é episódico — é sombrio, é profundo, é moral.

Joilson Bergher/Anti-Racista!



Inscrição Prouni 2026: Guia de prazos, bolsas e cálculo de renda mensal


O Prouni 2026 apresenta uma oportunidade histórica com quase 600 mil bolsas, sendo o dia 29 de janeiro o prazo final para garantir a inscrição exclusivamente pelo Portal Único de Acesso. Para participar, o candidato deve utilizar sua nota do Enem (2024 ou 2025) e possuir conta no sistema gov.br, selecionando até duas opções de curso conforme seu perfil de renda: integral para até 1,5 salário mínimo per capita e parcial para até 3 salários mínimos.

Após o login e o preenchimento do questionário socioeconômico, é fundamental que o estudante monitore as notas de corte e confirme as opções escolhidas antes do fechamento do sistema hoje. Caso seja pré-selecionado, a etapa seguinte exigirá a comprovação de toda a documentação informada, como identificação do grupo familiar, comprovantes de residência e renda, além do histórico escolar, garantindo assim o direito ao benefício na instituição de ensino superior privada.

Para saber se você tem direito à bolsa de 100% ou 50%, precisamos fazer uma conta simples baseada no novo salário mínimo de R$ 1.621,00 (vigente desde 1º de janeiro de 2026).

Aqui está o passo a passo para você calcular agora mesmo:

1. Quem entra no cálculo?

Considere todas as pessoas que moram na mesma casa que você e que compartilham a renda ou dependem dela (pais, irmãos, cônjuge, etc.). Isso é o seu grupo familiar.