texto rotativo

Período chuvoso, em situação de emergência ligue 193 Bombeiros. 73 9 3505-0750 Defesa Civil.

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Março Amarelo: endometriose pode comprometer fertilidade e sonho de ser mãe

Dentre as complicações da doença, a infertilidade é uma das mais comuns e temidas

Considerada uma doença da mulher moderna, que retarda a maternidade, tem menos filhos e, consequentemente, tem mais ciclos menstruais, a endometriose é uma doença ginecológica crônica que atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Março Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a doença, considerada responsável por mais de 30% dos casos de infertilidade feminina, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). Mais comum entre mulheres com idade entre 25 e 35 anos, a endometriose pode causar infertilidade, principalmente, em seu estágio mais avançado, quando a doença atinge as trompas, órgão responsável pelo transporte dos espermatozoides até o óvulo e migração do embrião formado até o útero.

Um dos desafios da luta contra a endometriose é justamente o diagnóstico precoce, uma vez que cerca de 20% dos casos da doença podem ser silenciosos, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “É muito comum a mulher só descobrir que tem endometriose quando ela vai buscar ajuda especializada porque não está conseguindo engravidar espontaneamente”, conta a ginecologista Sofia Andrade, especialista em medicina reprodutiva da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil,

“Ter o diagnóstico de uma endometriose não significa ser infértil, nem toda mulher terá problemas para engravidar, apesar da doença ser considerada um dos principais fatores de risco para infertilidade da mulher”, explica Sofia Andrade. A própria gestação pode funcionar como um alivio temporário dos sintomas já que há alta produção de progesterona na placenta durante a gravidez. O hormônio tem um efeito protetor, desinflamando a pelve e mantendo os focos de endometriose inativos. “A gravidez pode acontecer de forma natural, mas quando isso não acontece, é possível engravidar com ajuda especializada, recorrendo a técnica de Fertilização in Vitro, por exemplo”, ressalta.

Ajuda especializada para engravidar

Quando a endometriose causa infertilidade, as técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas para possibilitar a concepção. “A indicação do tratamento reprodutivo é muito individualizada e depende da gravidade da endometriose, da condição de saúde da paciente e da sua reserva ovariana”, esclarece Sofia Andrade. “Em casos muito sintomáticos, pode ser necessário o tratamento cirúrgico para remoção das lesões endometriais antes de iniciar um tratamento para engravidar”, acrescenta.

A infertilidade decorrente da endometriose pode ser tratada com a inseminação artificial, quando as tubas uterinas estão pérvias, ou com técnica de alta complexidade para engravidar, como a Fertilização in Vitro (FIV), quando as tubas já estão comprometidas ou existe algum outro fator que favoreça a indicação desse tipo de tratamento, como idade mais avançada da mulher, baixa reserva ovariana, fatores masculinos associados.


Endometriose: sintomas e prevenção

domingo, 8 de março de 2026

Hoje não é apenas sobre flores ou parabéns.O Dia Internacional da Mulher é sobre história, luta e sobrevivência


É sobre mulheres que levantam todos os dias mesmo carregando o peso do mundo nos ombros.É sobre as mães solo que são casa, colo, sustento e coragem ao mesmo tempo. Mulheres que muitas vezes choram em silêncio, mas seguem firmes para que seus filhos nunca se sintam sozinhos.

É também sobre lembrar que ainda existe violência, medo e injustiça — mas que nenhuma de nós precisa enfrentar isso sozinha.

Quando uma mulher estende a mão para outra, nasce algo poderoso: sororidade.E é dessa união que vem a nossa força para mudar histórias, quebrar ciclos e construir caminhos mais justos.


Que hoje a gente celebre a coragem de ser mulher.Que a gente abrace quem precisa, levante quem caiu e lembre, todos os dias, que nenhuma mulher solta a mão de outra mulher.


Feliz Dia Internacional da Mulher.Que a nossa voz continue sendo resistência, acolhimento e transformação. Instituto fabilli pinheiro mães solo

sexta-feira, 6 de março de 2026

PRF deflagra Operação "Rosas de Aço" em Jequié no combate à violência contra a mulher

 


Ação mobiliza policiais femininas nos dias 07 e 08 de março para combater a importunação sexual no transporte coletivo.

Neste final de semana (07 e 08 de março), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza a Operação Nacional "Rosas de Aço" 2026 em Jequié (BA). Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a iniciativa reúne agentes femininas, incluindo PRFs e forças coirmãs, para combater todas as formas de violência contra o público feminino.

As atividades terão foco especial na prevenção à importunação sexual em ônibus. A programação conta com um Workshop no sábado (07) e ações do "cinema rodoviário" no domingo (08), na Unidade Operacional de Jequié. Paralelamente às atividades educativas, as equipes manterão o rigor na segurança viária com fiscalizações e testes de etilômetro.

A operação visa proteger a sociedade e, ao mesmo tempo, valorizar o espaço fundamental conquistado pelas mulheres na segurança pública.

_Fonte: BDCOM/PRF/Jequié._

Chuvas em Jequié: Uso indevido da rede de esgoto gera transtornos



Em sete dias de chuvas em Jequié, as ocorrências de obstrução da rede coletora de esgoto aumentaram na ordem de 84,4% em comparação com um período de sete dias com tempo estiado. Essa realidade evidencia que, em algumas áreas da cidade, a água de chuva está sendo direcionada para a rede de esgoto, quando deveria ser direcionada para a rede de drenagem pluvial. Essa prática gera muitos transtornos e riscos à saúde pública, pois provoca a contaminação por esgoto de área alagadas ou o retorno de água de chuva com esgoto para dentro dos domicílios.

“As tubulações da rede coletora de esgoto não têm dimensão suficiente para suportar o grande volume da água de chuva que vem misturado com areia, mato e lixo. Quando alguém resolve abrir aquelas tampas de ferro ou concreto com o nome Embasa/Esgoto que existem nas ruas para escoar água de chuva ou, também direciona a água de chuva que escorre dos telhados ou de áreas externas para a caixa de inspeção da rede de esgoto que fica na calçada próxima ao imóvel, a água de chuva retorna contaminada com esgoto para as ruas ou para dentro dos domicílios”, explica o gerente regional Gabriel Ramos.

De 27/02 a 05/03, a Embasa recebeu 225 avisos de extravasamento de esgoto pelos seus canais de atendimento ou pelas próprias equipes que estão atuando para atender as demandas de manutenção nas redes de água e esgoto de Jequié. Em comparação com os avisos de extravasamento no período de 27/01 a 02/02 deste ano, quando o tempo estava estiado, houve um incremento de 84,4% nesse tipo de ocorrência. As obstruções em tempo seco são causadas por mau uso da rede hidrossanitária dentro dos imóveis ou inadequação dessa rede, como por exemplo a falta da caixa de gordura na saída do esgoto da cozinha.

“As equipes da empresa estão organizadas para atender as ocorrências no menor tempo possível, mas, em alguns casos, é preciso esperar a água da inundação baixar para poder desobstruir pontos da rede de esgoto”, lembra Gabriel.

O sistema de esgotamento sanitário de Jequié tem mais de 500 km de rede coletora e atende mais de 60 mil domicílios. Os canais de atendimento da empresa são o 0800 0555 195, whatsapp 71 9717-0999 ou o Atendimento Virtual Embasa, via web ou por aplicativo. Qualquer pessoa pode solicitar uma equipe para resolver extravasamentos na rede de esgoto ou vazamentos na rede de água causados pelas chuvas.

quinta-feira, 5 de março de 2026

O Custo do Descaso: A crise na Guarda Municipal de Jequié e o dever de gestão

 


A precariedade vivida pela Guarda Civil Municipal de Jequié transcende a esfera administrativa para se tornar um grave contencioso jurídico e de segurança pública. Ao ignorar a oferta de EPIs fundamentais (conforme a NR-06), paralisar viaturas por falta de efetivo e manter o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) engavetado desde 2023, a gestão municipal não apenas desvaloriza o servidor, mas assume o risco de um passivo judicial oneroso. O sucateamento de uma instituição com 73 anos de história, evidenciado por fardamentos incompletos e motocicletas paradas, reflete uma omissão que fere o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei nº 13.022/2014) e compromete a proteção direta do cidadão jequieense.

No âmbito da capacitação e do armamento, a inércia administrativa coloca o município em uma zona de exposição perigosa. A atuação armada e o patrulhamento preventivo exigem o cumprimento rigoroso de estágios de qualificação profissional e normativos federais; sem o devido treinamento e credenciamento, a prefeitura falha no seu dever de eficiência e responsabilidade técnica. A judicialização por parte das entidades sindicais não é apenas um "ruído", mas uma prova documental de que os limites do tolerável foram ultrapassados, exigindo respostas imediatas sobre quem autorizou a operação nessas condições e por que os investimentos em qualificação estão estagnados.

A solução para esta crise não admite mais discursos genéricos, exigindo um plano de metas objetivo que inclua cronogramas de capacitação, a recomposição do efetivo por concurso público e a efetivação do PCCR. A segurança da cidade depende de uma Guarda estruturada e não de improvisos operacionais que colocam em risco a vida do agente e do munícipe. É urgente que a administração apresente um inventário operacional transparente e um plano de ação emergencial, pois, no Direito Administrativo, a omissão do gestor diante do risco conhecido gera responsabilidade — e a conta, invariavelmente, chega para a sociedade e para o erário.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Racha na política de Jequié: Divergência entre vereadores e prefeito gera repercussão local

 


A divergência política  dos vereadores Marcos do Ovo e Duda Simões contra o chefe do executivo de Jequié tem ganhado repercussão na mídia local, mas não repercutiu na mídia estadual. A ruptura com o atual prefeito de Jequié parece estar relacionada aos apoios políticos que os vereadores receberam do deputado federal Paulo Magalhães e do deputado estadual Euclides Fernandes.


A situação tende a enfraquecer apoios ao executivo municipal e pode levar outros vereadores a fazer uma política voltada para a oposição. A disputa política é intensa, especialmente com as eleições para deputado estadual se aproximando e o prefeito atual tentando manter seus aliados alinhados.


Duda Simões conta com o apoio do pai, José Carvalho de Simões, ex-vereador e articulador político influente em Jequié, que trabalha em conjunto com o deputado Euclides Fernandes. Ambos foram fundamentais na ascensão do atual prefeito, o que torna a ruptura ainda mais significativa. O momento é de cuidado na política de Jequié. 😔 #Jequié #PolíticaLocal #Racha

Hospital Ortopédico da Bahia completa dois anos e se consolida como referência nacional


O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade pública do Governo do Estado administrada pelo Einstein Hospital Israelita, completa hoje dois anos de funcionamento, consolidando-se como referência nacional em assistência de alta complexidade. Nesse período, o hospital ultrapassou a marca de 21 mil cirurgias ortopédicas realizadas e se tornou o que mais executa procedimentos da especialidade no país, com uma média de 1.200 por mês.

Com acesso exclusivo via Sistema de Regulação Estadual, o Ortopédico atende pacientes de diferentes regiões da Bahia para avaliação e possível tratamento cirúrgico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em dois anos, a unidade contribuiu para uma redução do tempo de espera por atendimento na especialidade de até 85% na rede pública estadual, ampliando o acesso e dando mais celeridade a demandas reprimidas.


Os indicadores assistenciais reforçam o ganho de eficiência. A taxa de ocupação hospitalar, por exemplo, cresceu 12,3 pontos percentuais no último ano, demonstrando melhor aproveitamento dos leitos disponíveis. Já o volume diário de pacientes atendidos aumentou 24%, enquanto o tempo médio de permanência foi reduzido em 23,5%, permitindo altas mais ágeis e disponibilização de vagas para mais pacientes. O giro de leitos avançou 63,1%, refletindo uma operação mais dinâmica e otimização dos recursos públicos.

“Ter na Bahia uma unidade referência em ortopedia e traumatologia fortalece a rede estadual, reduz o tempo de espera, amplia o acesso e assegura cuidado especializado para quem precisa”, afirma a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

Para o diretor da unidade, Roger Monteiro, os resultados representam muito mais do que números. “Em dois anos, consolidamos um modelo de gestão que alia eficiência, qualidade assistencial e compromisso com o SUS. Cada indicador reflete vidas transformadas, famílias acolhidas e a certeza de que é possível oferecer ortopedia de alta complexidade com excelência na rede pública”, afirma.

Feitos históricos e inovação no SUS

Ao longo desses dois anos, o Ortopédico protagonizou avanços inéditos na Bahia. A unidade realizou o primeiro transplante de osso e cartilagem do sistema público de saúde do estado e registrou um volume expressivo de cirurgias de coluna, com 1.840 procedimentos até o momento, consolidando-se como polo de alta complexidade. Também incorporou exames inovadores ao SUS baiano, como a escanometria e a artro-ressonância, aprimorando a qualidade e a capacidade diagnóstica da rede pública.

Entre as histórias que simbolizam esses avanços está a do primeiro paciente pediátrico com osteogênese imperfeita — conhecida como “ossos de vidro” — a ser submetido a procedimento cirúrgico no Estado para tratar fraturas recorrentes e fortalecer os ossos frágeis. Quase dois anos depois, ele começa a dar seus primeiros passos. Para o pai do menino, o hospital transformou a realidade da família.

“O Hospital Ortopédico representa um divisor de águas na nossa vida. Antes, vivíamos com medo e incerteza. Ver nosso filho passar pela cirurgia com segurança e estrutura nos devolveu esperança. Hoje, é uma alegria o ver frequentando a escola e convivendo com outras crianças, vivendo como uma criança deve viver. Para nossa família, o hospital significou recomeço”, conta.

Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, o hospital promoveu mais um mutirão de cirurgias de quadril para crianças com sequelas neurológicas da Síndrome Congênita pelo Zika Vírus, ampliando o acesso a procedimentos especializados e reduzindo filas históricas.

Telemedicina e cuidado humanizado

Em 2025, o hospital implantou a telemedicina para consultas de retorno e revisões pós-operatórias, aproximando especialistas de pacientes de diferentes municípios. A iniciativa já evitou mais de 30 mil quilômetros de deslocamentos, reduzindo custos e desgaste físico para as famílias.

O acolhimento também é marca da unidade. O tradicional Voluntariado do Einstein, que tem mais de 70 anos de existência, foi implantado na unidade para fortalecer o suporte a pacientes e acompanhantes e já realizou mais de 13.000 atendimentos em apenas seis meses de atuação. Já a Terapia Assistida por Animais ganhou reforço com a chegada de Mel, cão labrador de quatro anos que passou a atuar como cão terapeuta do hospital, contribuindo para o bem-estar dos pacientes durante o processo de recuperação.

Avanços no ensino e projeção global

O HOEB foi credenciado, em maio de 2025, como Centro de Treinamento pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, fortalecendo a formação de especialistas na Bahia. No mesmo ano, a unidade também recebeu o Steps2Walk - iniciativa internacional voltada ao tratamento de deformidades graves nos pés e tornozelos - e ganhou visibilidade no Congresso Brasileiro de Ortopedia, com transmissão ao vivo de cirurgias realizadas em seu centro cirúrgico. Ainda na frente de ensino, 40 residentes passam atualmente por treinamento na unidade, nas diferentes áreas da ortopedia.

Reconhecida internacionalmente, a Ortopedia do Einstein — que ocupa há cinco anos consecutivos o primeiro lugar na América Latina e figura entre as 25 melhores do mundo, segundo ranking da revista Newsweek — inspira e orienta o modelo assistencial adotado no Hospital Ortopédico do Estado da Bahia. A partir da transferência dessa expertise e da troca de conhecimentos com profissionais locais, a unidade vem acumulando resultados expressivos e reafirmando seu papel como referência nacional, unindo tecnologia de ponta, eficiência assistencial e humanização do cuidado no SUS.

“A chegada do Einstein à Bahia reforçou nosso compromisso de levar saúde de excelência a mais brasileiros. Os resultados desses dois anos do HOEB demonstram que eficiência e qualidade podem — e devem — fazer parte da rede pública”, conclui Roger.

Fotos: Leonardo Rattes / Saúde GovBA