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Distrito de Florestal ainda é o maior produtor de cacau de Jequié |
Hoje, 26 de março de 2025 é comemorado o Dia do Cacau. Jequié, situado numa região de transição entre o Mato Cipó e a Mata Atlântica, tem áreas cultivadas da cultura do Cacau, a exemplo dos distritos jequieenses de Florestal e Itajuru.
Ontem, 25, aconteceu uma importante reunião na Associação Comercial e Industrial de Jequié (ACIJ), para tratar da Cultura do Cacau em nossa microrregião. Na oportunidade foram revelados dados que o município de Jequié tem 1.149 produtores com mais de 1.249 unidades de produção, 200 mil arrobas de Cacau saem anualmente do município. Portanto, comparando o preço atual de R$ 700,00 a arroba nesta data, continua sendo um recurso muito importante para a economia de Jequié, girando mais de R$ 1,5 milhões.
Segundo informações do ex-senador César Borges, em entrevista cedida ao radialista Márcio Lima, com a crise do cacau que perdura na Bahia deste a proliferação da “Vassoura de Bruxa”, uma praga insolúvel das décadas de 80, 90 do século passado, houve uma redução da produção de 400 mil toneladas anual para pouco mais de 100 mil toneladas de produção. Uma redução de mais de 70% de perdas. “Para produzir os derivados do cacau na Bahia, precisa de mais de 280 mil toneladas, que atualmente este déficit está vindo da África. Estamos sempre ameaçados por novas pragas, esse cacau que é importado da África para alimentar as indústrias brasileira, se não tomar cuidados sanitários criteriosos ele provavelmente vai trazer a praga que está dizimando as lavouras naquele continente e terminar erradicando a nossa cultura aqui no Brasil, no que já está acontecendo em países produtores como Gana e Costa do Marfim”, disse.
A elevação dos altos preços do Cacau no Brasil tem sido devido a infestação de pragas na África. O que está sendo bom para os produtores de cacau no Brasil, pode se transformar em dor de cabeça no futuro.
“Precisamos aumentar nossas produtividades, a técnica se tem, precisamos de linhas de créditos específicas para a cultura. O mais importante era que fossem obedecidas as instruções normativas, que aplicam ações fito sanitária com dedetização nos navios para que estas pragas não cheguem até o Brasil”, finalizou César Borges.
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